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14 de janeiro de 2011
Disfagia em Neonatologia: perfil dos pacientes para Gastrostomia.
Este estudo teve por objetivo verificar o perfil dos pacientes que passaram por atendimento fonoaudiológico e tiveram indicação para realização de gastrostomia. O estudo foi realizado no Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, através do levantamento de prontuários de paciente atendidos no período de 2000 a 2005. Dezessete pacientes foram submetidos a gastrostomia, sendo 76,5% recém-nascidos a termo e 23,5% recém-nascidos pré-termo. Em 100% dos casos de recém-nascidos pré-termo, a indicação de gastrostomia estava associada a alguma patologia, como: síndrome, encefalopatia, refluxo gastroesofágico, convulsão neonatal; as principais causas da disfagia foram as síndromes (37,4%) e encefalopatia hipóxica-isquêmica (33,5%) ; a baixa ingesta alimentar foi um dos principais fatores para a indicação cirúrgica, pois 70,58 % dos pacientes aceitavam até 10% do volume total prescrito e nenhum tinha aceitação maior que 16 %. Em relação ao período de internação, 88% dos pacientes realizaram a gastrostomia após dois meses de internação. A gastrostomia não deve ser vista como um fracasso terapêutico A indicação da cirurgia deve ser discutida com a equipe multidisciplinar e familiares, principalmente em relação aos benefícios para o paciente: uma alimentação segura, melhor aporte nutricional, favorecimento do convívio social e a diminuição do tempo de internação, podendo ter um suporte fonoaudiológico através do seguimento ambulatorial após alta.
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