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A AVALIAÇÃO DE ESTÍMULOS TÉRMICOS E DIGITAIS INTRA-ORAL EM CRIANÇAS


22 de janeiro de 2011


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A AVALIAÇÃO DE ESTÍMULOS TÉRMICOS E DIGITAIS INTRA-ORAL EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL DO TIPO QUADRIPLÉGICA ESPÁSTICA

Objetivo: verificar se há correlação entre a eficácia dos estímulos térmicos e digitais intra-oral e o horário de realização dos mesmos quando realizados em indivíduos com paralisia cerebral do tipo quadriplégico espástico grave com hipossensibilidade extra e intra-oral, podendo auxiliar na definição do horário mais adequado para atendimento a estes pacientes. Métodos: neste estudo prospectivo, foram avaliados 11 indivíduos portadores de paralisia cerebral do tipo quadriplégico espástico grave com disfagia neurogênica de grau moderado, idade entre 05 e 24 anos, de ambos os gêneros, abrigados no Projeto Assistencial Novo Céu, situado em Contagem - MG. Após avaliação clínica de disfagia os sujeitos foram divididos em 2 grupos, sendo que o primeiro foi estimulado com estímulos térmicos e digitais intra-oral 20 minutos antes do almoço e o segundo recebeu o mesmo procedimento após um pequeno lanche na parte da tarde. Após 19 atendimentos seguidos de reavaliações diárias, sendo o grupo 1 reavaliado no horário de almoço e o grupo 2 reavaliado no momento do jantar (2 horas após a estimulação), os grupos foram invertidos. A consistência, a temperatura e o volume do alimento foram os mesmos nas duas refeições utilizadas para reavaliação. Os itens observados na avaliação diária foram: sinais clínicos de aspiração, tempo de fase oral, tempo total de alimentação, freqüência respiratória inicial e final (FRI e FRF respectivamente). Assim, todos os indivíduos passaram pela mesma situação, o que tornou possível a análise individual dos resultados diários após atendimento próximo e em horário diverso da refeição. Foi utilizado o teste não paramétrico de Kruskall Wallis (Teste H) para verificar se existem diferenças entre as variáveis nas duas situações estudadas e também para verificar a correlação entre tosse e tempo total de alimentação. Outro teste usado foi o Qui-quadrado no intuito de analisar a tosse antes e depois da inversão dos grupos. Resultados: na análise da média entre FRI e FRF, notou-se aumento da FR em todos os indivíduos antes e após a inversão. Quanto ao tempo total de alimentação, 27% dos sujeitos tiveram seu tempo aumentado, 18% permaneceram com o tempo habitual e 55% diminuíram o tempo gasto para se alimentarem, mostrando evolução com os estímulos. Em relação ao tempo de fase oral, 36% aumentaram e 64% diminuíram, o que justifica a diminuição do tempo total de alimentação. Notou-se predomínio de tosse após deglutição nas duas situações. Conclusão: foi possível notar a evolução do tempo total de alimentação e tempo de fase oral com o atendimento fonoaudiológico, entretanto, não foi constatada a diferença entre a eficácia do tratamento quando correlacionada com o horário do estímulo. Não há evidências de que exista uma relação direta entre tosse com tempo de fase oral ou tempo de alimentação; porém, quanto menor o tempo de fase oral, menor o tempo de alimentação.

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