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31 de março de 2009
Neste trabalho, problematizo a instância diagnóstica na clínica fonoaudiológica de linguagem, uma vez que esse termo circula sem restrição nesse campo. Nesse empreendimento, discuti a história da instituição do diagnóstico médico não apenas porque nele inspirou-se a Fonoaudiologia mas porque nessa história estão inscritas as condições definitórias dessa noção. Chama a atenção que muitos séculos foram necessários para que a Medicina pudesse “conquistar seu objeto”, chegar a “reconhecer” sintomas e sinais e “explicar” suas causas – bases constituintes do diagnóstico médico. Abordo, também, a radical diferença do diagnóstico na Psicanálise - o gesto certeiro de Freud fundou uma outra discursividade e redefiniu “diagnóstico” para aquele campo. Temos, assim, que a
conquista do objeto é condição necessária e anterior à circunscrição da instância diagnóstica. De fato, a lição que essas áreas nos dão é a de que a definição de diagnóstico requer considerar a especificidade do que está em foco em diferentes clínicas: requer compromisso com o fenômeno que interroga.Comentários
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