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A avaliação de crianças pequenas ou sem oralidade

Artigo por Colunista Portal - Educação - quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

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O fonoaudiólogo pode ter como foco as produções da criança
O fonoaudiólogo pode ter como foco as produções da criança
É realizada por meio da observação do comportamento da criança em contexto semiestruturados. Para Zorzi e Hage (2004, p. 12) é um procedimento muito útil para avaliar crianças pequenas, pois possibilita observar todos os seus comportamentos: linguagem, social, motor e cognitivo. Este procedimento “pode (e deve) ser usado em qualquer circunstância de avaliação, seja da linguagem oral, da voz ou audição

Nesta avaliação, o fonoaudiólogo pode ter como foco as produções da criança, a troca comunicativa que a originou, a atividade dialógica entre a criança que está sendo avaliada e seu interlocutor. Neste enfoque, a análise da atividade comunicativa entre a criança e seu interlocutor é mais fidedigna.

Este procedimento avaliativo, não é dirigido, e sim, envolve situações de brincadeiras livres (contexto não estruturado) e situações ditas “provocadoras” de comunicação (contexto estruturado). Na brincadeira livre podem ser utilizados: uma caixa de surpresa, bichinhos de brinquedo, caminhão/carros de brinquedo, um jogo de memória, soldadinhos, animais de plástico, utensílios domésticos em miniatura, roupas de boneca, bonecas.

Essas são algumas sugestões para poder entender como seria um contexto estruturado; em cima desses exemplos, outras situações poderão ser criadas dependendo da idade da criança.

Hage (2001) salienta que alguns aspectos são importantes de serem analisados nesse processo observacional, quando observamos a linguagem como atividade:

1) Intencionalidade do comportamento comunicativo por meio da constatação de algum “comportamento da criança dirigido ao outro, iniciando a interação ou respondendo a ela.” Quais comportamentos observar? “Contato de olho e/ou contato físico (cutucar, agarrar, puxar o outro), normalmente associados a gestos de apontar, vocalizações ou verbalizações; insistência no comportamento; aguardar uma resposta do outro.” Esses indícios podem ser observados quando utiliza-se uma “avaliação observacional com foco de análise sobre a interação criança-clínico ou mesmo criança-mãe (HAGE, 2001, p. 81);

2) Funções dos comportamentos comunicativos – caracterização de diferenças funcionais no uso da comunicação dita intencional;

3) Meio de comunicação utilizado observar se a criança se utiliza de gestos ou vocalizações não identificadas como palavras, ou a associação dos dois. Uma criança acima de dois anos que apresente predomínio exclusivo desses meios de comunicação, pode ser indicativo de alteração no desenvolvimento de linguagem;

4) Engajamento da criança na atividade dialógica – se o foco da avaliação observacional é a interação – importante observar este item –, se o avaliador constata o não engajamento e tem esta confirmação pelos relatos da família, é indicativo de algum problema na comunicação, pois, pode-se observar, mesmo antes de um ano, que os bebês apresentam sinais de participação nas trocas comunicativas com o adulto;

5) Quando a criança apresenta sinais de participação na atividade comunicativa – deve-se verificar qual o tipo de participação;

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