A Anvisa explica que existe uma resolução que proíbe a propaganda de insumos anunciados como "natura
É febre entre as mulheres, papo de academia, conversa de ambiente de trabalho sobre o remédio que promete emagrecimento em pouco tempo. Porém, depois de vários destaques nacionais sobre a origem desconhecida do Caralluma Fimbriata, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou que retirará do mercado o medicamento.
Segundo a resolução da Anvisa, publicada nesta terça-feira (21/12) no Diário Oficial da União está suspensa a importação da Caralluma, além da sua fabricação, distribuição, manipulação, comércio e o uso em todo o território nacional.
A Agência alerta para que todos abandonem o consumo de produto, cuja composição não foi analisada por profissionais e que, por isso, são desconhecidos os efeitos adversos à saúde humana.
Segundo o tutor do Portal Educação, farmacêutico Ronaldo Jesus, Caralluma é a última febre no ramo de emagrecimento. “Na verdade, quando surge a notícia que alguma planta auxilia no emagrecimento, logo ocorre uma euforia por parte da população, sobretudo pelas mulheres, e a busca desenfreada pelo produto, já que são plantas, naturais, de fácil aquisição”, explica ele.
Entretanto o farmacêutico salienta que “como normalmente ocorre com plantas medicinais para essa finalidade, o uso não vem acompanhado de estudos que comprovem efetivamente o efeito. Assim, a suspensão da comercialização é sempre certa”, diz.
“Vale ressaltar, contudo, que não se trata de proibição, e sim de suspensão. Por isso, nada impede que, em breve alguma empresa demonstre, por meio de estudos científicos, que o produto possui efetividade no controle da obesidade e então voltará a ser comercializado”.
Priscila Tajes comprou o medicamento junto com dez amigas. “Tudo começou por impulso, interesse em conhecer os resultados imediatos prometidos pelo medicamento. E para o meu corpo e também o das pessoas que eu conheço ele fez efeito. Cortou totalmente meu apetite nas horas das refeições e até agora não me deu nenhum efeito colateral”. Segundo ela o peso na balança ainda não foi sentido. “Confesso que fiquei assustada com essa decisão e a partir desse pronunciamento oficial vou deixar o remédio de lado.
Ela explica ainda que sem receita médica, as amigas se juntaram e adquiriram o produto em uma determinada farmácia de manipulação de Campo Grande. “como várias pessoas compraram o Caralluma eles deram desconto e saiu R$ 50,00 a unidade com 60 cápsulas”, explica Priscila.
A Anvisa ainda explica que existe uma resolução que proíbe a propaganda de insumos anunciados como “naturais” e com propriedade capazes de acelerar a perda de peso, entre eles a Caralluma Fimbriata. O pronunciamento foi divulgado no dia 3 de maio deste ano, com a publicação da Resolução RE 1992/2010.
Nesta última publicação, foi ampliado a RE 1992/2010, informando que as equipes das vigilâncias sanitárias dos estados e dos municípios podem ir aos estabelecimentos comerciais e às farmácias para retirar o produto da prateleira. Embalagens de Caralluma ainda ficarão lacradas até que a Agência conclua o processo administrativo sobre a presença dessa substância no mercado brasileiro.
Caralluma
É divulgado no mercado como sendo da família da Asclepiadaceae e que possuiu um ativo natural para a supressão do apetite. Os nomes populares do Caralluma Fimbriata são Kullee Mooliyan, Karallamu, Shindala Makadi. Segundo a farmácia de manipulação Instituto Bioquímico, a Caralluma Fimbriata possui glicosídeos que se acredita bloquear a ação da enzima Citratoliase. Pelo bloqueio desta enzima, Caralluma impede a produção de gordura. Além disso, bloqueia outra enzima chamada Malonil Coenzima, inativando mais ainda a formação de gordura pelo organismo, e por esta razão, o mesmo é obrigado a queimar as reservas existentes.
Fonte: Assessoria de Comunicação - Portal Educação
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