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15 de março de 2010

Por meio da regulamentação da Anvisa vai ser possível saber a forma correta de utilizar a planta
A maioria das pessoas já ouviu falar de uma planta ou folha que ajuda a combater algum sintoma de mal-estar. As plantas medicinais são de tradição milenar e passam de geração para geração – e, nesta semana, receberam reconhecimento. É porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou o uso dessas drogas vegetais. A medida faz parte da RDC 10, publicada nesta quarta-feira (10). Por meio da medida, a população será esclarecida sobre como alcançar efeitos benéficos das plantas.
O tutor do Portal Educação, farmacêutico Ronaldo de Jesus Costa, complementa que a fitoterapia é uma prática comum no país, “difundida desde a descoberta, em função do contato com indígenas, algumas pessoas ainda não sabem a forma correta de utilizar determinada planta. Agora, o assunto pode ser difundido de forma simples, aumentando a segurança e eficiência das plantas”.
A Anvisa esclarece que as cascas, raízes, caules, sementes e alguns tipos de folhas devem ser preparados em água quente. Frutos, flores e grande parte das folhas devem ser preparadas por meio de infusão, caso em que se joga água fervente sobre o produto, tampando e aguardando um tempo determinado para a ingestão. “É sempre bom lembrar que as plantas possuem propriedades farmacológicas e não estão isentas de efeitos adversos. Por isso, o cuidado no uso também deve existir, como em uso de qualquer medicamento”, explica o tutor.
Agora, cabe aos comerciantes das ervas medicinais informar a Agência sobre a fabricação e importação para que haja segurança dos medicamentos. Os produtos também vão passar por testes que garantam que eles estão livres de microrganismos, como bactérias e sujidades, além da qualidade e da identidade. E ainda, os locais deverão cumprir as Boas Práticas de Fabricação, para evitar contaminação.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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