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Braquiterapia

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 25 de novembro de 2008

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A terapia por radiação cuja fonte radioativa está muito próxima ou dentro do volume alvo (ou tumor) é conhecida como braquiterapia. Algumas formas de câncer são extirpadas nesse processo com grande precisão.

A Braquiterapia utiliza isótopos radioativos em contato direto com o tumor. Também é conhecida como Curieterapia e é empregada em cerca de 15% dos pacientes que se submetem a radioterapia. O domínio das dificuldades de proteção à radiação aliado às facilidades operacionais resultantes da incorporação dos avanços da informática tem renovado o interesse nesta forma de radioterapia possibilitando a sua utilização em maior número de pacientes com melhora dos resultados terapêuticas.

Usada para tratamentos de câncer na cavidade uterina, devido principalmente a rigidez dos aplicadores utilização dela teve sua origem na descoberta do rádio (Ra226) por Marie e Pierre Curie em 1898. O Ra226 é um isótopo radioativo natural da série do Urânio e seu principal nuclídeo filho é o radônio (Rn222), isótopo radioativo encontrado na natureza em estado gasoso.

Nos primeiros anos da radioterapia, pacientes com câncer em localizações acessíveis freqüentemente eram tratados com fontes radioativas colocadas temporariamente no volume alvo (fontes de Ra226) ou permanentemente (agulhas de Rn222). Entretanto, a popularidade desta nova técnica foi reduzida na metade do século XX devido a muitos fatores, entre os quais podemos citar:

a) altas doses de radiação recebidas pelos profissionais responsáveis pela colocação das fontes radioativas nos pacientes;

b) dificuldade de se encontrar uma adequada distribuição de dose em tecidos moles;

c) a radioterapia externa (teleterapia) substituiu razoavelmente os implantes radioativos em tratamentos próximos à pele e em órgãos acessíveis. O uso do Ra226 permaneceu popular somente em tros, os quais propiciavam algum controle sobre a posição das fontes no interior do corpo.

Nos anos 60, novas fontes foram manufaturadas, à partir de reatores nucleares, e destinadas a aplicações médicas. Assim, estas fontes radioativas artificiais que oferecem maior segurança, do ponto de vista da radioproteção para o paciente e para os trabalhadores expostos, substituíram rapidamente o Ra226 em tratamentos de braquiterapia.

O césio (Cs137) e mais recentemente o irídio 192 (Ir192) tornaram-se populares em tratamentos da cavidade uterina e vagina, enquanto que o iodo 125 (I125), ouro 198 (Au198), Ir192, paládio 103 (Pa103) entre outros, estão disponíveis para implantes em tecidos, tais como: próstata, mama, cérebro e outros. Adicionalmente, programas de computador foram desenvolvidos para estimar de forma precisa a distribuição da dose de radiação para fontes cuja a localização geométrica no paciente pode ser determinada através de imagens radiográficas ou CT.

Os isótopos usados em braquiterapia podem ser:

a) fixados na superfície de aplicadores e colocados diretamente nos tumores;

b) inseridos em instrumentos especialmente fabricados que são colocados na cavidades do corpo (intracavitário);

c) colocados dentro do tumor (intersticial); ou

d) inseridos em órgãos tubulares (intraluminal), tais como esôfago ou brônquios. Em cada um destes métodos, a fonte radioativa é selada por uma capa metálica especial para evitar o vazamento de material radioativo no tecido tratado.

Uma das vantagens da braquiterapia é que altas doses podem ser liberadas em um tempo relativamente curto (minutos em alta taxa de dose, horas em média taxa de dose ou dias em baixa taxa de dose) na localidade do tumor, enquanto que o tecido em volta recebe doses muito baixas, uma vez que a dose de radiação decresce rapidamente com o aumento da distância do órgão para a fonte de radiação.

Nos dias atuais, a braquiterapia de alta taxa de dose com fonte de Ir192, conhecido como “high dose rate” (HDR) está se consolidando como principal alternativa ao tratamento complementar de radioterapia, denominado tecnicamente como “boost”, para vários tipos de tumores entre os quais podemos citar: tumores de próstata, mama, canal anal, colo uterino, cabeça e pescoço entre outros.

A vantagem da braquiterapia de HDR com controle remoto computadorizado reside na deliberação precisa da dose de radiação no tumor ou volume alvo e controle da radiação que chega em outros órgãos ou tecidos próximos, fato este que permite uma melhor qualidade do tratamento com redução dos efeitos colaterais.

Fonte: http://radio_teleterapia.vilabol.uol.com.br/radioterapia.htm#Braquitetapia

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