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quarta-feira, 2 de abril de 2008 - 10:44

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Drenagem linfática manual: Uma revisão

por: Colunista Portal - Educação

Drena os líquidos excedentes que banham as células
Drena os líquidos excedentes que banham as células

A Drenagem Linfática Manual é uma técnica de massagem altamente especializada, feita com pressões suaves, lentas, intermitentes e relaxantes, que seguem o trajeto do sistema linfático, aprimorando algumas de suas funções. (Leduc, 2000).

A Drenagem Linfática Manual é uma técnica de massagem manual que foi descrita, inicialmente, como método para tratamento de edemas em especial o linfedema. Vários autores já a descreveram, entre eles Albert Leduc e Emile e Astrid Vodder. A primeira diferença entre os dois está no tipo de movimento usado. Vodder utiliza uma combinação ampla de movimentos passivos e técnicas manuais de drenagem linfática. Leduc possui uma combinação mais restrita de movimentos e propõem protocolos de tratamentos com base no tipo de distúrbio encontrado e utiliza bandagens compressivas após as técnicas de drenagem linfática. (DE BARROS, 2001).

A drenagem linfática manual drena os líquidos excedentes que banham as células, mantendo, desta forma, o equilíbrio hídrico dos espaços intersticiais. Ela é também responsável pela evacuação dos dejetos provenientes do metabolismo celular. (LEDUC, 2000).
A técnica de DLM é complexa, representada por um conjunto de manobras muito específicas, que atuam basicamente sobre o sistema linfático superficial, visando drenar o excesso de líquido acumulado no interstício, nos tecidos e dentro dos vasos, através das anastomoses superficiais linfo linfáticas axilo-axilar e axilo-inguinal (Marx e Camargo, 2000).

Há duas etapas a serem seguidas na drenagem linfática, sendo, em ambas, realizadas sempre no sentido da circulação linfática de retorno e centripetamente. Essas duas etapas são chamadas de evacuação e de captação. (DE BARROS, 2001). O primeiro processo é a captação que é realizada no mesmo nível da infiltração. O segundo processo consiste na evacuação que é a transparência dos líquidos captados longe da zona de captação. (LEDUC, 2000). O objetivo da evacuação é proporcionar um aumento do fluxo linfático na região proximal, deixando essa descongestionada e preparada para receber a linfa de outras regiões mais distais. Ao se facilitar e melhorar a circulação linfática dessa região, não haverá sobrecargas maiores a esses vasos. (DE BARROS, 2001). O objetivo da captação é absorver os líquidos excedentes da região com estase (com edema, celulite, etc) e transportá-la através dos vasos linfáticos de volta para a circulação venosa. (DE BARROS, 2001)

Existem considerações relevantes que devem ser observadas na aplicação da drenagem linfática:

- O trabalho deve ser executado no sentido proximal-distal;
- Praticar por maior espaço de tempo onde há maior retenção de líquido, ou seja, linfedema;
- Executar as manobras em ritmo lento, pausado e repetitivo, em respeito ao mecanismo de transporte da linfa, cuja frequência de contração é de 5 a 7 vezes por minuto;
- Não deve ser desagradável e jamais provocar dor;
- As sessões devem ter o mínimo de 30 minutos. (LOPES, 2002).

Se a drenagem for deficiente há um congestionamento e consequente acúmulo de líquidos. Uma pressão demasiadamente forte pode obstruir os capilares chegando até mesmo a danificá-los, principalmente os capilares linfáticos pela sua estrutura frágil (Cassar, 2001).

De acordo com Guirro e Guirro (2002) e Lopes (2000), as manobras de DLM possuem várias indicações:

- Tratamento pré e pós-operatório de intervenção cirúrgica;
- Pós-traumatismos;
- Insuficiência venosa;
- Edemas;
- Linfedemas;
- Fibro edema geloide;
- Queimaduras;
- Enxertos;
- Acne;
- Rosácea;
- Hematomas e equimoses;
- Rigidez muscular;
- Período de TPM;
- Insônia;
- Pós-mastectomia;
- Pós-mesoterapia;
- Tratamento coadjuvante da cicatriz hipertrófica ou queloideana.

A DLM, para ser efetiva, deve sempre ser realizada por fisioterapeuta habilitado em linfoterapia, que conheça bem a anatomia, fisiologia e patologias linfáticas e que saiba aplicar com segurança todos os componentes da técnica (Marx e Camargo, 2000).

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