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Engenharia anti-envelhecimento


1 de janeiro de 2008


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Engenharia anti-envelhecimento

Djenane Pamplona, responsável pelo projeto (à esquerda) e Em parceria com a clínica de Ivo Pitangy, Djenane desenvolveu projetos que, com a ajuda de programas de computadores, analisam o envelhecer do rosto (à direita)
Algumas ruguinhas no rosto não são suficientes para definir quando uma pessoa está envelhecendo. Pode parecer estranho, mas envelhecer é também uma questão matemática. A professora Djenane Pamplona, do Departamento de Engenharia Civil, em parceria com a clínica de Ivo Pitanguy, está desenvolvendo o projeto Modelagem matemática do envelhecimento, que descreve o processo de envelhecer matema-ticamente.

Através de fotografias de rostos com idades distintas, Djenane comparou e percebeu quais áreas da face caem ao longo da idade. "Esse é um projeto para saber o que é envelhecer matematicamente; porque biologicamente todo mundo sabe: é a pele perdendo elas-ticidade", explica Djenane.

A vantagem de conhecer qual o movimento do rosto ao envelhecer está na possibilidade de se realizar um cirurgia plástica, de forma que o paciente fique mais parecido com o que era antes. "Na hora da cirurgia, em vez de puxar a pele aleatoriamente, o médico sabe quais os pontos puxar, os que são propícios a cair", diz Djenane. Com a pesquisa, se concluiu que a gravidade tem grande influência no envelhecimento facial.

Atualmente a clínica de Pitangy trabalha com um programa de computador também criado e desenvolvido por Djenane. O programa envelhece ou remoça a fotografia de uma pessoa prevendo como ficará seu rosto antes e depois.

Junto ao projeto da Modelagem Matemática do Envelhecimento , a professora coordena outras pesquisas que estão em andamento. Uma, é o Projeto de Expansão de Pele. Quando uma pessoa se queima, não há pele suficiente para cobrir a parte danificada; e conseguir pele de doadores, muitas vezes, traz complicações. Com o projeto é possível realizar um transplante com a pele da própria pessoa. "Colocamos uma bolsinha sob a pele e vamos injetando um líquido específico. Ela expande como a barriga de uma mulher grávida", explica a professora.

Outra iniciativa de Djenane é a criação de uma muleta. Em sua opinião as muletas atuais são mal calculadas e têm um design feio. A idéia é utilizar um material leve e resistente e trabalhar com algum desenhista industrial. No momento, Djenane está realizando os primeiros testes para caracterizar quais as tensões que o corpo exerce na muleta.

Tudo é realizado na PUC pela professora e um grupo de alunos. "As idéias são minhas e tudo é feito por eles. É uma turma ótima", diz Djenane que trabalha na universidade desde de 80, já tendo trabalhado antes, durante a década de 70.


Fonte: PUC

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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