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Artigos de Fisioterapia


O Pilates para a fisioterapia


27 de janeiro de 2012


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Pilates é centrado no fortalecimento com flexibilização das fibras musculares

O nosso dia a dia está cada vez mais corrido e o cuidar da postura diariamente, tanto nas atividades físicas, nas atividades de vida diária e, principalmente, no trabalho está mais difícil. No trabalho, com a consequente repetição de padrões cinéticos, há uma diminuição da flexibilidade e a instalação das alterações posturais, caracterizando os desequilíbrios do sistema osteomioarticular, predispondo o indivíduo a lesões.

Como o fisioterapeuta tem o objetivo de reabilitar a função de indivíduos portadores de um quadro patológico e restabelecer a função perdida decorrente deste quadro, o método Pilates, juntamente com tratamento fisioterápico tem como objetivo minimizar as alterações posturais, por meio do aumento da flexibilidade e do fortalecimento muscular globalizado.

Joseph Pilates priorizava a preservação da flexibilidade, isto é, incentivava o fortalecimento global, desde que não prejudicasse a flexibilidade do indivíduo, visto que, em algumas modalidades pode-se observar o incentivo a força e/ou hipertrofia, sem que haja compensação pela flexibilidade. Portanto, tendo essa meta, Pilates buscou exercícios que pudessem oferecer esses benefícios.

Seus exercícios envolvem contrações isotônicas (concêntricas e excêntricas) e, principalmente, isométricas, com ênfase na “Power House”, que é composto pelos músculos abdominais, glúteos e paravertebrais lombares, que serão mais bem estudados posteriormente.

Segundo os estudos (Blum, 2002; Kolyniac et al. 2004; Betz, 2005) os resultados do Método Pilates no que compete ao tratamento de desvios posturais e algias osteomioligamentares têm sido satisfatórios. Joseph Pilates atribuía estas conquistas a ênfase do trabalho do centro de força e da consciência corporal. Ele pregava que a concentração e a precisão com as quais os exercícios devem ser realizados exigem do praticante total controle e percepção de seu corpo, o que funciona como estímulos proprioceptivos de grande magnitude. Esses estímulos são responsáveis pela tomada da consciência corporal, isto é, o indivíduo passa a conhecer mais seu próprio corpo, buscando a harmonia de suas estruturas e promovendo uma melhor utilização das mesmas (GAGNON, 2005).
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