Academia Econômica
Imagine que você seja um investidor. O que lhe incentivaria manter, aumentar ou retirar as suas aplicações em uma empresa? Não é preciso ser economista, administrador ou contador para fornecer esta resposta de maneira razoável. Certamente, o retorno daquela empresa é o indicador que irá definir o volume ou a cessação de seus recursos.
Uma empresa lucrativa para os seus investidores produzem, caeteris paribus, confiança para que os mesmos possam manter os seus investimentos ou até mesmo aumentarem o volume financeiro aplicado na entidade. Todavia, nenhuma empresa que não traz o retorno esperado pelos investidores inspira confiança.
É preciso observar que estamos falando em retorno esperado, que não pode ser aqui confundido com retorno positivo. Isso, em outras palavras, quer dizer que uma empresa pode ser lucrativa, mas esse nível de lucratividade pode estar aquém das expectativas dos investidores.
Também é importante definir quem estamos chamando de investidores. Investidores são aqueles agentes que financiam as atividades de uma entidade esperando obter algum retorno. Esse retorno é a margem acrescida ao patrimônio financeiro do agente após a aplicação inicial.
Uma entidade privada é movida exatamente pela busca do retorno esperado. O agente a frente da entidade irá aplicar toda gama de recursos a sua disposição para alcançar sua meta. Produtividade, inovação, redução de custos, tecnologia, capital humano especializado e tantas outras ferramentas poderão ser utilizadas.
Muitos profissionais fazem analogia com uma corrida e não nos parece uma comparação de toda inválida. A corrida dos agentes trata-se da busca pela sobrevivência. Isso porque as entidades privadas estão sujeitas ao mais aterrorizante termo, falência.