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quarta-feira, 28 de julho de 2010 às 9:59h

A indústria farmacêutica está por trás de ações movidas contra o governo estadual paulista para obtenção de medicamentos que não são ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo estudo publicado na Revista de Saúde Pública. Os pesquisadores analisaram quase três mil ações cadastradas no Sistema de Controle Jurídico da Secretaria de Estado da Saúde, movidas visando ao benefício de pacientes residentes em São Paulo, no ano de 2006. São 565 advogados responsáveis pela ação, porém, apenas 19 ajuizaram 63% dos processos. Quando a ação se tratava de alguns medicamentos específicos, um único advogado foi responsável por 70% das ações. A farmacêutica e tutora do Portal Educação, Carolina Marlien, explica que atender à constituição sobre a acessibilidade à saúde é, sem dúvida, um dever do estado, porém este não deverá ceder ao esquema fraudulento que muitas indústrias farmacêuticas em parcerias com profissionais antiéticos parecem estar inseridos. “Justificam a escolha de um medicamento muitas vezes não essencial ao paciente, apenas por interesses próprios, visando à obtenção incondicional do lucro sem se preocupar com o indivíduo e sua doença”, ressalta a farmacêutica. O artigo 198 da Constituição aborda que todos devem ter acesso universal e integral à saúde. A pesquisa recomenda para que os laboratórios façam a manipulação desse princípio com a ajuda de advogados e médicos, aumentando assim, os lucros.
TAGS: indústria farmacêutica, medicamentos, advogados
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