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As divisões do Sistema Nervoso Autônomo


29 de novembro de 2010


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  Susana Elisa Moreno

 Classicamente, o sistema nervoso autônomo é subdividido em dois grandes subsistemas: a divisão simpática e a divisão parassimpática. Esses nomes estranhos derivam da palavra grega que significa “harmonia, solidariedade” e se relacionam à ideia de que sua função é homeostática.

 1. O Sistema Simpático (SNS)

 Tem sua origem em neurônios localizados na medula espinhal, na porção tóraco-lombar. Os axônios dessas células emergem da medula pelas raízes ventrais e se estendem até uma série de gânglios simpáticos que se encontram em diferentes regiões do corpo. Alguns gânglios se localizam no pescoço e no abdome, porém a maior parte se encontra na região torácica. Estes últimos formam a cadeia simpática lateral.

As fibras simpáticas dos gânglios viscerais inervam o intestino, os vasos sanguíneos intestinais, o coração, os rins, o baço, e outros. Em troca, as fibras contidas nos nervos espinhais inervam os vasos sanguíneos da pele e dos músculos, os músculos eretores dos pelos e as glândulas sudoríparas.

As fibras provenientes do tronco simpático cervical inervam diferentes estruturas da cabeça, incluindo os vasos sanguíneos, os músculos pupilares e as glândulas salivares.

 Distribuição segmentar dos nervos simpáticos:

 v  T1: fibras que vão pela cadeia simpática até a cabeça.

v  T2: fibras que vão ao pescoço.

v  T3 → T6: fibras que vão ao tórax.

v  T7 → T11: fibras que vão ao abdômen.

v  T12 → L2: fibras que vão às pernas.

Essa distribuição é aproximada e implica em grau considerável de superposições. A distribuição dos nervos simpáticos para cada órgão é determinada parcialmente pela posição na qual este se originou no embrião.

 

2. O Sistema Parassimpático (SNP)

 

É formado por fibras contidas nos pares cranianos III, VII, IX e X, e por outras fibras que emergem da região sacra da medula espinhal. Esses nervos podem correr separadamente ou junto com alguns nervos espinhais. O mais importante nervo parassimpático é o vago (pneumogástrico), de ampla distribuição, que transporta as fibras parassimpáticas a praticamente todas as regiões do corpo com exceção da cabeça e das extremidades.

Os nervos do sistema parassimpático inervam grande quantidade de estruturas e órgãos incluindo o coração, o músculo liso e alguns vasos sanguíneos, os brônquios, o trato intestinal e a bexiga, além de grande quantidade de glândulas secretórias.

 

 

 

 O raio de atuação do SNA é bem mais amplo do que o controle do sistema motor somático: o SNA não só controla a motilidade dos órgãos viscerais musculares como também controla o metabolismo tecidual e a secreção das glândulas.

Nos gânglios autonômicos, o neurônio pré-ganglionar faz sinapses químicas com os neurônios pós-ganglionares, e estes controlam os órgãos efetores por junções neuromusculares, cujas conexões não são tão bem definidas como nas junções neuromusculares esqueléticas. A membrana pós-sináptica (lisa ou cardíaca) não possui placa motora e os neurotransmissores são secretados em uma ampla superfície, não havendo uma relação de uma fibra nervosa com uma célula muscular como acontece com a unidade motora esquelética.

Tanto as células somáticas como as viscerais precedem a atividade mecânica com uma mudança na atividade elétrica (potenciais de ação) na membrana.

A figura abaixo mostra a origem das fibras simpáticas e parassimpáticas a partir da medula espinhal e os órgãos por elas inervados:

 

MORENO, S. E. Farmacologia do sistema nervoso central. Especialização em farmacologia. Portal Educação. Disponível em: <http://www.portaleducacao.com.br/pos-graduacao/cursos/354/pos-graduacao-lato-sensu-em-farmacologia>. Acesso em: 29 nov. 2010.

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