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Sistema de distribuição de medicamentos na farmácia hospitalar


29 de outubro de 2010


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Nas instituições hospitalares, o contato diário do serviço de farmácia com as unidades de internação e demais serviços acontece principalmente, por meio do setor de distribuição, fazendo dele o cartão de apresentação da farmácia hospitalar. Vários fatores interferem na implantação e/ou implementação de um sistema de medicamentos (SDM), como supervisão técnica adequada, características do hospital como: complexidade, tipo de edificação e fonte mantenedora, existência de padronização de medicamentos atualizada, gestão de estoque eficiente, existência de controle de qualidade de produtos e processos e manual de normas e rotinas aplicável.

         O sistema de distribuição coletivo é o mais primitivo e arcaico dos sistemas, entretanto ainda há hospitais brasileiros que o adotam. É caracterizado, principalmente, pelo fato de os medicamentos serem distribuídos por unidade de internação e/ou serviço a partir de uma solicitação de enfermagem, implicando a formação de vários estoques nas unidades assistenciais. Neste sistema, os medicamentos são liberados sem que o serviço de farmácia tenha as seguintes informações: para quem o medicamento esta sendo solicitado, porque esta sendo solicitado e por quanto tempo será necessário. 

          Os principais erros descritos são a duplicação de doses, medicamentos, dosagem e/ou via incorretos e administração de medicamentos não prescritos, além do alto custo devido às perdas, por outro lado, as vantagens são grande disponibilidade de medicamentos nas unidades assistências, redução do numero de solicitações e devoluções de medicamentos à farmácia, menor número de funcionários na farmácia.

O sistema de distribuição individualizado se caracteriza pelo fato de o medicamento ser dispensado por paciente, geralmente para um período de 24 horas. Este sistema se divide em indireto e direto.

         No sistema de distribuição individualizado indireto, a distribuição é baseada na transcrição da prescrição medica. A solicitação à farmácia é feita por paciente e não por unidade assistencial como no coletivo.

         No sistema de distribuição individualizado direto, a distribuição é baseada na copia da prescrição medica, eliminando a transcrição. Neste contexto, é possível uma discreta participação do farmacêutico na terapêutica medicamentosa, sendo já um grande avanço para a realidade brasileira.

         Esse sistema de distribuição apresenta as seguintes desvantagens:erros de distribuição e administração de medicamentos, tempo maior dispendido com fracionamento, exigência de um investimento·inicial, perdas de medicamentos devido a desvios, caducidade e uso inadequado, por outro lado, como vantagens há possibilidade de revisão das prescrições médicas, maior controle sobre medicamento, redução de estoques nas unidades assistenciais.

No final da década de 1950, com lançamento no mercado de medicamentos novos e mais potentes, mas também causadores de efeitos colaterais importantes, iniciou-se a publicação de trabalhos sobre a incidência de erros de administração de medicamentos em hospitais. Os resultados mostraram a necessidade de que os sistemas tradicionais (coletivo e individualizado) fossem revistos, visando melhorar a segurança na distribuição e na administração dos medicamentos.

         Foi neste contexto, que nos anos de 1960, farmacêuticos hospitalares americanos desenvolveram o sistema de distribuição por dose unitária. em que todas as formas farmacêuticas prontos para uso sem necessidade de transferências ou cálculos por parte da enfermagem.

O sistema de distribuição por dose unitária apresenta como principais vantagens a maior segurança para o médico em relação ao cumprimento de suas prescrições; participação efetiva do farmacêutico na definição da terapêutica medicamentosa e a redução da incidência de erros de administração de medicamentos, além do faturamento mais exato do consumo de medicamentos utilizados por cada paciente.

Como desvantagens, há principalmente a resistência dos serviços de enfermagem , o aumento das necessidades de recursos humanos e intra-estrutura da farmácia hospitalar; necessidade da aquisição de materiais e equipamentos específicos além de alto investimento financeiro.

 

Autora: Carolina Marlien Duarte da Costa Finotti, tutora Portal Farmácia EAD.

Bibliografia:

BOMFIM, J. R. A.; MERCUCCI, V. L. (org.). A construção da política de medicamentos. São Paulo: Hucitec, 1997.

GOMES, M. J. V. M.; REIS, A. M. M. Ciências farmacêuticas uma abordagem em farmácia hospitalar. São Paulo: Atheneu, 2000.

GOODMAN & GILMAN. As bases farmacológicas da terapêutica. 9. ed. Rio Janeiro, Guanabara Koogan, 1996.

 

 

 

 

 

 

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