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Farmácia Hospitalar - Histórico


28 de outubro de 2010


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Para se falar de Farmácia Hospitalar é preciso primeiro conhecer um pouco do seu histórico, pois assim será possível compreender melhor o que está ocorrendo no Brasil de hoje e o que provavelmente acontecerá no futuro. A primeira farmácia hospitalar que se tem registro data de 1752em um hospital da Pensilvânia (EUA), na qual foi apresentada a primeira proposta de padronização de medicamentos. No Brasil, as farmácias hospitalares mais antigas foram instaladas nas Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Militares, onde o farmacêutico manipulava os medicamentos dispensados aos pacientes internados, obtidos de um ervanário do próprio hospital.
Com a industrialização do medicamento, surgindo assim o fármaco pronto para uso, houve uma crise na profissão farmacêutica, atingindo de forma parecida o farmacêutico de hospital. Por que ter um farmacêutico em uma casa de saúde para produzir medicamentos se este produto pode ser comprado pronto? E assim esse profissional praticamente desapareceu dos hospitais, só permanecendo nas instituições de grande porte.
Em vários países desenvolvidos a saída para esta crise foi o retorno da atenção do farmacêutico hospitalar para o conhecimento na área da estabilidade, farmacocinética, farmacodinâmica, ou seja, o farmacêutico passou a ser um expert em medicamentos, recuperando a relação médico-farmacêutico e farmacêutico-paciente. A sua principal arma ou habilidade passou a ser a informação. Em 1965surgiu nos EUA a farmácia clínica, que tem como meta principal o uso racional dos medicamentos. O farmacêutico, além das suas atribuições junto aos medicamentos, passa a ter atividades clínicas voltadas para o paciente.
Em 1975 a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) introduziu no currículo do curso de farmácia a disciplina Farmácia Hospitalar, tornando-se mais tarde uma realidade em diversas universidades. Além disso, em 1980 foi implantado o curso de pós-graduação em Farmácia Hospitalar na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Já em 1995 foi criada a Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH), contribuindo intensamente para a dinamização da profissão e para o desenvolvimento da produção técnico-científica nas áreas de assistência farmacêutica hospitalar.
Em nações subdesenvolvidas como o Brasil a saída para a crise da profissão foi à busca de novos caminhos de atuação, dando ênfase principalmente às análises clínicas. As consequências deste fato foram bastante danosas para o país e para a profissão farmacêutica, pois a questão do medicamento ficou aleijada. Atualmente, embora o Brasil seja uma das dez maiores economias do mundo, o quarto mercado farmacêutico em vendas, com uma flora medicinal riquíssima, importa a maioria dos medicamentos que consome.
Nesse momento, vivemos uma fase clínico-assistencial da farmácia hospitalar, como expressa o conceito da SBRAFH: “unidade clínica, administrativa e econômica, dirigida por profissional farmacêutico, ligada, hierarquicamente, à direção do hospital e integrada funcionalmente com as demais unidades de assistência ao paciente”. A atuação da farmácia hospitalar se preocupa com os resultados da assistência prestada ao paciente e não apenas com a provisão de produtos e serviços. Como unidade clínica, o foco de sua atenção deve estar no paciente, nas suas necessidades e no medicamento, como instrumento.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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