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Dengue: um combate de todos


29 de setembro de 2010


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Aedes aegypti

 

O Dengue é hoje a principal doença reemergente no mundo. As epidemias de dengue datam desde ao final do século XVIII em diversas regiões do planeta, sendo que as primeiras ocorreram  na Espanha em 1784 e  em Cuba em 1782.

A doença é a mais importante arbovirose atual,  que afeta o homem e constitui-se um sério problema de saúde publica no mundo, com 50 milhões de casos/ano e 2,5 a 3 bilhões de pessoas em risco de contaminação, segundo estimativas da OMS, sendo endêmica em todos os continentes, exceto Europa. (CLARO, 2004).

É causada por um dos quatro sorotipos do vírus dengue, DENV-1, DENV-2, DENV-3, DENV-4, os quais pertencem ao gênero Flavivirus da família Flaviridae apresentando um quadro clínico clássico com febre, mialgia, dor retro-orbitrária, cefaléia, prostração, exantema e outros, porém também podendo ocorrer infecção assintomática ou até formas graves com hemorragias (Febre da Dengue Hemorrágica-FHD) e/ou choque (Síndrome do Choque da Dengue-SCD).

O Aedes aegypti, é o principal vetor transmissor do vírus da dengue, um mosquito de hábitos domésticos e diurno, que utiliza-se preferencialmente de depósitos de água limpa para decomposição dos ovos, os quais podem permanecer viáveis por até 15 meses. (CÂMARA, 2007)

O controle dessa doença tem sido desafiador para todos, tanto para população quanto para o poder público, haja vista que a susceptibilidade ao vírus é universal e independe de classe econômica, idade, raça, sexo. (PENNA, 2003)

Alguns fatores devem ser analisados para o controle das infecções, dentre os quais a previsibilidade de uma nova epidemia já que a introdução de um novo sorotipo de dengue a uma população susceptível, é uma ameaça para a ocorrência de formas severas da doença.

Retoricamente, pode-se buscar as diversas tentativas de controle epidemiológico realizadas no Brasil, muitas, contudo não conseguiram obter êxito. Controle químico com inseticidas já desenvolveram resistência vetorial, além dos efeitos residuais deixados. Algumas medidas de controle mecânico como os peixes larvívoros e inseticidas biológicos, como o BTI, podem ainda serem considerados eficazes.

Quanto às ações governamentais, o que parece contudo, é que, antigas práticas centralizadas (princípio oposto ao preconizado pelo SUS) são transpostas para realidades municipais diferentes. Questões técnicas como o conhecimento entomológico e o manejo seguro de inseticidas, são muitas vezes desprezados. (PENNA,2003)

Já que para a Dengue, ainda não há disponibilidade de vacina, a prevenção é a melhor arma para a doença, que pode ser obtida pela ação conjunta dos diversos órgãos envolvidos e a população.

A comunidade é sem dúvida, imprescindível na contenção e prevenção da infecção, contudo, ela nem sempre está devidamente instruída e capacitada para se prevenir.

Educação em saúde se faz portanto, a ação central de uma estratégia eficaz para combate ao mosquito vetor e sua transmissibilidade.

 

Autora: Carolina Marlien Duarte da Costa Finotti, Farmacêutica, Tutora EaD Portal Educação

 

Bibliografia:

CÂMARA, F. Estudo retrospectivo (histórico) da Dengue no Brasil: características regionais e dinâmicas. Rev.Soc.Bras.Med.Tropical, vol.40 n.2.Uberaba, MG. 2007

CLARO,L.B.L. Prevenção e controle do Dengue: uma revisão de estudos sobre conhecimentos, crenças e práticas da população. Cad.Saúde.Pública, vol.20 n.6 São Paulo.2004

PENNA, M.L. Um desafio para a saúde pública brasileira: o controle do dengue. Cad.Saúde.Pública, vol.19. Rio de Janeiro, RJ.2003

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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