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Definições em Parasitologia


28 de outubro de 2010


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parasitas

              Os seres vivos na natureza apresentam grande inter-relacionamento, que varia desde a colaboração mútua (simbiose) até o predatismo e canibalismo. O parasitismo seguramente ocorreu quando na evolução de uma destas associações um organismo menor se sentiu beneficiado, quer pela proteção, quer pela obtenção de alimento.
A parasitologia é a ciência que estuda os parasitas, as doenças parasitárias humanas, seus métodos de diagnóstico e controle. O aparecimento e a instalação das diversas parasitoses (doenças causadas por parasitas) estão bastante relacionados com o subdesenvolvimento de um país e seu ciclo doença e pobreza.
A distribuição geográfica das parasitoses tem, portanto, vários fatores intervenientes: presença de hospedeiros susceptíveis apropriados, migrações humanas, condições ambientais favoráveis, além da maior densidade populacional, baixas condições de vida, hábitos religiosos e hábitos de higiene, que são fatores muitas vezes propagadores da relação parasita-hospedeiro.
Há dentro da parasitologia a utilização de alguns termos que favorecem a compreensão do processo doença-parasita-hospedeiro, dentre os quais seguem:
           AGENTE ETIOLÓGICO: é o agente causador ou responsável pela origem da doença. Pode ser um vírus, bactéria, fungo, protozoário, helminto
           AGENTE INFECCIOSO: Parasito, sobretudo, microparasitos (bactérias, fungos, protozoários, vírus, etc.) inclusive helmintos, capazes de produzir infecção ou doença infecciosa.
          ANTROPONOSE Doença exclusivamente humana. Ex: filariose bancroftiana, necatoriose, gripe, etc.
         ANTROPOZOONOSE Doença primária de animais, que pode ser transmitida ao homem. Ex: brucelose, em que o homem é um hospedeiro acidental.
         HOSPEDEIRO DEFINITIVO: é o que apresenta o parasito.
         PARASITO ACIDENTAL: é o que parasita outro hospedeiro que não o seu normal. Ex: Dipylidium caninum, parasitando criança.
         PARASITO ERRÁTICO: é o que vive fora do seu hábitat normal.
         PARASITO ESTENOXÊNICO: é o que parasita espécies de vertebrados muito próximas. Ex: algumas espécies de Plasmodium só parasitam primatas, ouras, só aves, etc.
         PARASITO EURIXÊNICO: é o que parasita espécies de vertebrados muito diferentes. Ex: o Toxoplasma gondii, que pode parasitar todos os mamíferos e até aves.
         PARASITO FACULTATIVO: é o que pode viver parasitando, ou não, um hospedeiro. Ex: larvas de moscas Sarcophagidae, que podem desenvolver-se em feridas necrosadas ou em matéria orgânica (esterco) em decomposição.
         PARASITO HETEROGENÉTICO: é o que apresenta alternância de gerações. Ex: Plasmodium - ciclo assexuado no mamífero e sexuado no mosquito.
         PARASITO MONOXÊNICO: é o que possui apenas o hospedeiro definitivo. Ex: Enterobius vermicularis, A. lumbricoides.
         PARASITO MONOGENÉTICO é o que não apresenta alternância de gerações (isto é, possui um só tipo de reprodução - sexuada ou assexuada). Ex: A. lumbricoides, Ancylostomatidae.
         PARASITO OBRIGATÓRIO: é aquele incapaz de viver fora do hospedeiro. Ex: Toxoplasma gondii, Plasmodium, S. mansoni, etc.
         PERÍODO DE INCUBAÇÃO: é o período decorrente entre o tempo de infecção e o aparecimento dos primeiros sintomas clínicos. Ex: Schistosoma mansoni - penetração de cercária até o aparecimento da dermatite cercariana levam 24 horas.
         PERÍODO PRÉ-PATENTE: é o período que decorre entre a infecção e o aparecimento das primeiras formas detectáveis do agente infeccioso. Ex: Schistosoma mansoni - período entre a penetração da cercária até o aparecimento de ovos nas fezes (formas detectáveis) aproximadamente 40 dias.
          Existe ainda a designação científica dos agentes das parasitoses, regulada por regras de nomenclatura denominadas Regras Internacionais de Nomenclatura Zoológica, em que basicamente é recomendado que a espécie seja designada por duas palavras: a primeira representa o gênero (deve ser escrita com letra maiúscula), a segunda representa a espécie (deve ser escrita com a letra minúscula), além de o nome inteiro ser sempre grifado ou escrito em itálico.
         Controvérsias são presentes quanto à terminação das palavras indicadoras de doenças parasitárias, como a utilização dos sufixos ose, íase e ase (que indicam doença). Entretanto, em 1988 alguns pesquisadores (Kassai et al., 1988) apresentaram um trabalho no qual sugeriram que dos três sufixos deve-se agregar apenas "ose" ao nome do gênero do agente etiológico, para designar doença ou infecção.
 
          Autora: Carolina Marlien Duarte da Costa Finotti, Farmacêutica, Tutora EaD Portal Educação.
 
Referências Bibliográficas:
NEVES, David P. Parasitologia Humana. 11. ed. São Paulo: Atheneu, 2004.
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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