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Introdução à Psicofarmacologia


1 de setembro de 2010


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A psicofarmacologia não possui um nascimento especificado. Os transtornos mentais, em geral, foram considerados pela Medicina somente no século XIX. Em 1892, a obra de Kraepelin “sobre as influências de alguns medicamentos em determinados fenômenos psíquicos elementares lança o nome ‘farmacopsicologia’ e apresenta os estudos sobre a morfina, chá, álcool, cloraldeído e paraldeído” (OLIVEIRA, 1994). Somente na década de 50 surge a conhecida psicofarmacologia, com um antipsicótico chamado clorpromazina.

Daí para frente surgiram os ansiolíticos, antidepressivos, estabilizadores de humor, hipnóticos, estimulantes e outros. Até hoje as pesquisas e as evoluções de maior repercussão na área psiquiátrica baseiam-se, direta ou indiretamente, na psicofarmacologia. Inclusive, em 1917, o psiquiatra Julius Von Wagner Von Jauregg ganhou o Prêmio Nobel com a introdução da toxina da malária para tratar a sífilis (KAPLAN et al., 1997).

Alguns psicotrópicos são usados demasiadamente, por vezes, sem uma devida indicação e controle médico, como é o caso dos hipnóticos e os ansiolíticos, popularmente conhecidos como soníferos e calmantes, respectivamente. A máxima de que “a propaganda é a alma do negócio” não deveria ser tão verdadeira na relação médico-indústria farmacêutica, a fim de inibir, assim, profissionais de lançarem mão dos psicofármacos frente a situações nas quais o alívio da própria ansiedade em prescrevê-los seria a prioridade, substituindo tal conduta por um encaminhamento a quem de devido.

O preconceito em relação aos transtornos mentais, aos psicofármacos e aos profissionais especialistas da área é, por vezes, mais exacerbado entre os próprios colegas da saúde, o que pode inviabilizar um encaminhamento claro e desprovido de estigmas, assim como um tratamento interdisciplinar adequado. A prática da psicofarmacologia clínica exige habilitação e capacitação de diagnosticador e psicoterapeuta (KAPLAN et al., 1997), além de conhecimento da farmacodinâmica, farmacocinética, posologia, tempo de uso, efeitos colaterais, interações medicamentosas e contraindicações da droga selecionada, embasados na história de vida do paciente, seu estado geral e planejamento do tratamento. O paciente e a família devem estar cientes de todos estes aspectos e propósitos.

Nos países mais desenvolvidos há a exigência de um consentimento formal para o uso de alguns psicotrópicos, tamanha é a importância da administração destes produtos. A cada ano, novos psicofármacos são lançados no mercado. Mais recentemente, houve o lançamento dos genéricos. Aumentam o número de farmácias de manipulação. Com tanta evolução e transformações, a população geral busca, por vezes, o mais barato economicamente, o que não significa o de mais qualidade, levando-se em conta que um medicamento deve ter bem controlada a sua bioequivalência e biodisponibilidade, conceitos não divulgados entre o público leigo.

 

 

Portal Farmácia. Curso on line de psicofarmacologia. Disponível em: <http://www.portalfarmacia.com.br/cursos/28/curso-de-psicofarmacologia>. Acesso em: 31 Ago. 2010.

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