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1 de setembro de 2010
A psicofarmacologia não possui um nascimento especificado. Os transtornos mentais, em geral, foram considerados pela Medicina somente no século XIX. Em
Daí para frente surgiram os ansiolíticos, antidepressivos, estabilizadores de humor, hipnóticos, estimulantes e outros. Até hoje as pesquisas e as evoluções de maior repercussão na área psiquiátrica baseiam-se, direta ou indiretamente, na psicofarmacologia. Inclusive, em 1917, o psiquiatra Julius Von Wagner Von Jauregg ganhou o Prêmio Nobel com a introdução da toxina da malária para tratar a sífilis (KAPLAN et al., 1997).
Alguns psicotrópicos são usados demasiadamente, por vezes, sem uma devida indicação e controle médico, como é o caso dos hipnóticos e os ansiolíticos, popularmente conhecidos como soníferos e calmantes, respectivamente. A máxima de que “a propaganda é a alma do negócio” não deveria ser tão verdadeira na relação médico-indústria farmacêutica, a fim de inibir, assim, profissionais de lançarem mão dos psicofármacos frente a situações nas quais o alívio da própria ansiedade em prescrevê-los seria a prioridade, substituindo tal conduta por um encaminhamento a quem de devido.
O preconceito em relação aos transtornos mentais, aos psicofármacos e aos profissionais especialistas da área é, por vezes, mais exacerbado entre os próprios colegas da saúde, o que pode inviabilizar um encaminhamento claro e desprovido de estigmas, assim como um tratamento interdisciplinar adequado. A prática da psicofarmacologia clínica exige habilitação e capacitação de diagnosticador e psicoterapeuta (KAPLAN et al., 1997), além de conhecimento da farmacodinâmica, farmacocinética, posologia, tempo de uso, efeitos colaterais, interações medicamentosas e contraindicações da droga selecionada, embasados na história de vida do paciente, seu estado geral e planejamento do tratamento. O paciente e a família devem estar cientes de todos estes aspectos e propósitos.
Nos países mais desenvolvidos há a exigência de um consentimento formal para o uso de alguns psicotrópicos, tamanha é a importância da administração destes produtos. A cada ano, novos psicofármacos são lançados no mercado. Mais recentemente, houve o lançamento dos genéricos. Aumentam o número de farmácias de manipulação. Com tanta evolução e transformações, a população geral busca, por vezes, o mais barato economicamente, o que não significa o de mais qualidade, levando-se em conta que um medicamento deve ter bem controlada a sua bioequivalência e biodisponibilidade, conceitos não divulgados entre o público leigo.
Portal Farmácia. Curso on line de psicofarmacologia. Disponível em: <http://www.portalfarmacia.com.br/cursos/28/curso-de-psicofarmacologia>. Acesso em: 31 Ago. 2010.
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