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31 de agosto de 2010
Leucemias Mielóides
As leucemias podem ser classificadas segundo o tipo celular envolvido e o grau de maturação das células, em mielóides e linfóides.
A leucemia mielóide aguda (LMA) é uma doença decorrente da proliferação de um clone de células mielóides indiferenciadas com um defeito de maturação.As manifestações clínicas devem-se à proliferação celular, como hepatomegalia e esplenomegalia, bem como à substituição da medula óssea normal: anemia e sangramento. No hemograma, esse tipo de leucemia apresenta células blásticas no sangue periférico, como os mieloblastos, monoblastos, megacarioblastos ou uma população mista, além de algumas células em maturação como os promielócitos.
A LMA é classificada de acordo com os aspectos do sangue periférico e da medula óssea,caracterizadas pelo tipo celular envolvido e estado de maturidade das células leucêmicas.
Os primeiros sistemas de classificação das Leucemias agudas eram baseados apenas em investigações citoquímicas e morfológicas, porém atualmente critérios de imunohistoquímica tem sido amplamente empregados para um delineamento mais preciso da linhagem hematopoiética.
A classificação mais utilizada até o momento,é ainda a do grupo Franco-americano-britânico (FAB), que classifica as leucemias mielóides agudas em M0,M1,M2,M3,M4,M5,M6,M7 em que o grau de diferenciação das células
vai aumentando conforme a ordem descrita. Essa classificação atualmente está sendo substituída pela classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS), a qual apresenta recomendações atualizadas e modificadas dos critérios utilizados pela FAB, valorizando os critérios citogenéticos.
O diagnóstico diferencial é feito principalmente com a LLA, a transformação da LMC e outros distúrbios mieloproliferativos (SMD) e outras causas de insuficiência da medula óssea, como anemia aplástica.
A leucemia mielóide crônica difere da LMA por haver maturação celular, com produção efetiva de granulócitos. Trata-se de uma doença de adultos, caracterizada clinicamente por anemia, esplenomegalia e hepatomegalia.
No hemograma, esse tipo de leucemia apresenta contagem de leucócitos elevada, destacando os mielocitos e neutrófilos como células predominantes.
A maioria dos pacientes com LMC, ao diagnóstico, já apresenta sintomas e está com a doença claramente estabelecida, sendo o diagnóstico diferencial feito com a neutrofilia reacional e com outras leucemias mielóides.
Para confirmar o diagnóstico de uma LMC, é indicada a análise citogenética. Na maioria dos casos há a presença do cromossomo Filadélfia, resultante da translocação entre os cromossomos 9 e 22.
Identificar as características peculiares de cada tipo de leucemia, permite a estratificação dos pacientes em grupos de risco, possibilitando uma abordagem terapêutica diferenciada e eficaz.
Autora: Carolina Marlien Duarte da Costa Finotti, Farmacêutica, Tutora EaD Portal Educação
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