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Diabetes Melito Gestacional


31 de agosto de 2010


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O diabete melito gestacional é uma condição caracterizada por intolerância a glicose, em variados graus de intensidade, com início ou diagnosticada pela primeira vez na gravidez. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que todas as gestantes sejam rastreadas para diabetes mellitus gestacional na primeira consulta pré-natal, através de glicemia de jejum, sendo este repetido na vigésima semana (DODE E SANTOS, 2009).
 
O diabetes melito gestacional é definido como intolerância à glicose de graus variáveis com início ou primeiro diagnóstico durante o segundo ou terceiro trimestres da gestação. A reclassificação, entretanto, pode ser feita após o parto, utilizando critérios padronizados para a população não-gestante.  Sua incidência é variável, sendo estimada em 3% a 8% das gestantes (MAGANHA et al., 2006).
 
Fatores de Risco
 
• Idade superior a 25 anos;
• Obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual;
• Deposição central excessiva de gordura corporal;
• História familiar de diabetes em parentes de 1o grau;
• Baixa estatura;
• Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;
• Antecedentes obstétricos de morte fetal ou neonatal, de macrossomia ou de diabetes gestacional.
 
Rastreamento
 
Recomenda-se o rastreamento do diabetes gestacional para todas as gestantes, independente da presença de fatores de risco. Por questões de simplicidade, baixo custo e validade, sugere-se a glicemia de jejum como o teste de rastreamento.
 
A figura 1A apresenta os passos sugeridos para o rastreamento do diabetes gestacional com a glicemia de jejum. Embora o rastreamento do diabetes gestacional inicie a partir da vigésima semana da gravidez, recomenda-se solicitar uma glicemia de jejum na primeira consulta de pré-natal. Se essa consulta acontecer antes de 20 semanas de gravidez, a medida da glicemia de jejum visa detectar os casos de diabetes pré-gestacional; aqueles com diagnóstico confirmado deverão ser imediatamente encaminhados ao especialista; as mulheres com teste de rastreamento negativo (a grande maioria) devem ter a glicemia de jejum repetida após a vigésima semana de gestação (REICHELT et al., 2006).
O tratamento do diabete melito gestacional durante a gestação visa a um bom controle glicêmico. Quando ocorre falha na obtenção do controle glicêmico com dieta, associada ou não a exercícios físicos, está indicada a insulinoterapia. Estima-se que entre 15 e 60% das gestantes com DMG necessitam de tratamento com insulina (SILVA et al., 2007).
 
A insulina é uma terapia efetiva para controlar a glicemia materna, porém cara e inconveniente. Uma terapêutica com maior facilidade de uso aumentaria a adesão das pacientes ao tratamento. Anti-hiperglicemiantes orais, como as sulfoniluréias, destacam-se como uma boa alternativa(SILVA et al., 2007).
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
 
SILVA, Jean C. et al. Glibenclamida no tratamento do diabete melito gestacional em estudo comparado à insulina. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2007, vol.51, n.4, pp. 541-546.
 
SILVA, Jean Carl et al. Tratamento do diabetes mellitus gestacional com glibenclamida: fatores de sucesso e resultados perinatais. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. [online]. 2007, vol.29, n.11, pp. 555-560.
 
DODE, Maria Alice Souza de Oliveira  and  SANTOS, Iná S.. Validade do auto-relato de diabete mellitus gestacional no pós-parto imediato. Cad. Saúde Pública [online]. 2009, vol.25, n.2, pp. 251-258.
 
MAGANHA, Carlos Alberto; VANNI, Diana Gertrudes Barenboim Salles; BERNARDINI, Maria Augusta  e  ZUGAIB, Marcelo. Tratamento do diabetes melito gestacional. Rev. Assoc. Med. Bras. [online]. 2003, vol.49, n.3, pp. 330-334.
Fonte: REICHELT et al., 2006
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