Hipertensão
As doenças crônicas não-transmissíveis, dentre elas a hipertensão arterial, apresentaram um aumento significativo nas últimas décadas, sendo responsáveis por um grande número de óbitos em todo o país (PERES et al., 2003).
Segundo Souza e Jardim (1994), a Hipertensão Arterial, doença crônica de alta prevalência, leva a um aumento de risco de eventos mórbidos cardiovasculares, cerebrais e renais. O diagnóstico precoce e tratamento adequado são instrumentos eficazes no controle de pressão e podem reduzir a incidência de acometimentos graves ao aparelho cardiovascular.
A hipertensão arterial, associada a fatores do estilo de vida, é um fator de risco importante para a ocorrência de doenças cardiovasculares como doenças isquêmicas do coração, insuficiência cardíaca a acidente vascular cerebral. (LIMA et al., 2004)
De acordo com Silva (2006), a hipertensão arterial, além de ser um dos principais problemas de saúde no Brasil, eleva o custo médico-social, principalmente pela complicações que causa, como as doenças cerebrovasculares, arterial coronariana, vascular de extremidades, insuficiência cardíaca e insuficiência renal crônica.
Quando não tratada adequadamente, a hipertensão arterial pode acarretar graves conseqüências a alguns órgãos alvos vitais, e como entidade isolada está entre as mais freqüentes morbidades do adulto. Desse modo, a doença hipertensiva tem se constituído num dos mais graves problemas de saúde pública (PERES et al., 2003).
São atribuídos como riscos ou causas para elevação da pressão arterial fatores constitucionais (idade, sexo, raça, obesidade); fatores ambientais (ingestão de sal, cálcio e potássio, álcool, gorduras e tabagismo); fatores ambientais ligados ao trabalho (estresse, agentes físicos e químicos) e fatores ligados à classe social a qual o indivíduo pertence. Dessa forma, para o seu tratamento, além da medicação prescrita, os profissionais de saúde recomendam a adoção de práticas que possam minimizar os fatores de risco acima citados. Assim sendo, o indivíduo hipertenso, para tratar ou prevenir-se das complicações da hipertensão arterial, deve, além de medicar-se, ter atitudes para mudar antigos comportamentos ou adotar novos hábitos (LIMA et al., 2004)
Peres et al. (2003) em seu estudo cita que o tratamento para o controle da hipertensão arterial inclui, além da utilização de medicamentos, a modificação de hábitos de vida.
A hipertensão apresenta grande morbidade, com altos custos envolvidos no seu tratamento. Espera-se que com o controle adequado da pressão haja redução dos índices de mortalidade e morbidade e dos custos correlacionados a essa doença (SILVA et al., 2006).
Dentre as políticas públicas para o controle da doença hipertensiva, a educação em saúde tem sido apontada como uma das formas para estimular a adesão ao tratamento (PERES et al., 2003). Assegurar a aderência do paciente ao tratamento é o principal passo para o sucesso do controle pressórico (SOUZA e JARDIM, 1994).
Autora: Jeana Mara Escher de Souza – Farmacêutica – Tutora em EAD
Referências Bibliográficas
PERES, Denise S; MAGNA, Jocelí Mara and VIANA, Luis Atílio. Portador de hipertensão arterial: atitudes, crenças, percepções, pensamentos e práticas. Rev. Saúde Pública. 2003, vol.37, n.5, pp. 635-642.
SOUZA, Ana Luiza Lima e JARDIM, Paulo César B. Veiga. A Enfermagem e o paciente hipertenso em uma abordagem multiprofissional: relato de experiência. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 1994, vol.2, n.1, pp. 5-17.
LIMA, Márcia Theophilo; BUCHER, Julia Sursis N. Ferro and LIMA, José Wellington de Oliveira. A hipertensão arterial sob o olhar de uma população carente: estudo exploratório a partir dos conhecimentos, atitudes e práticas. Cad. Saúde Pública. 2004, vol.20, n.4, pp. 1079-1087.
SILVA, Terezinha Rodrgues; FELDEMAM, Chaie; LIMA, Maria Helena; NOBRE, Moacyr R. Cuce; DOMINGUES, Rachel Z. L. Controle de diabetes Mellitus e hipertensão arterial com grupos de intervenção educacional e terapêutica em seguimento ambulatorial de uma Unidade Básica de Saúde. Saúde soc. vol.15 no.3 São Paulo Sept./Dec. 2006.