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Epidemiologia

Artigo por Colunista Portal - Educação - quinta-feira, 20 de maio de 2010

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Epidemiologia
Epidemiologia

          A palavra “epidemiologia” deriva do grego (epi = sobre; demos = população, povo; logos = estudo). Portanto, em sua etimologia, significa “estudo do que ocorre em uma população”. Para a Associação Internacional de Epidemiologia, criada em 1954, a Epidemiologia tem como objeto o “estudo de fatores que determinam a freqüência e a distribuição das doenças nas coletividades humanas” (ALMEIDA FILHO e ROUQUAYROL apud ANDRADE et al., 2001).
          Com a ampliação de sua abrangência e complexidade, a Epidemiologia, segundo Almeida Filho e Rouquayrol (1992), não é fácil de ser definida. Ainda assim, esses autores ampliam as definições já colocadas, na medida em que a conceituam como a “ciência que estuda o processo saúde-doença na sociedade, analisando a distribuição populacional e os fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle ou erradicação de doenças e fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento, administração e avaliação das ações de saúde (apud ANDRADE et al., 2001).
          A epidemiologia é a ciência que estuda os padrões da ocorrência de doenças em populações humanas e os fatores determinantes destes padrões. Enquanto a clínica aborda a doença em nível individual, a epidemiologia aborda o processo saúde-doença em grupos de pessoas, que podem variar de pequenos grupos até populações inteiras. O fato de a epidemiologia, por muitas vezes, estudar morbidade, mortalidade ou agravos à saúde, deve-se, simplesmente, às limitações metodológicas da definição de saúde (MENEZES, 2001).
          A epidemiologia é reconhecida como uma ciência fundamental para a saúde pública e para a clínica, fornecendo aproximações técnicas, soluções metodológicas e informações originais indispensáveis para responder aos desafios da saúde, enquanto problemas a identificar, problemas a resolver e medidas do efeito das decisões empreendidas. A extensão do método que a justifica como disciplina científica autônoma e o caráter abrangente dos domínios que engloba, tanto fundamentais como substantivos, fazem da epidemiologia uma das mais fascinantes e, por natureza, modernas áreas do pensamento e do conhecimento médicos. Neste artigo são identificados os acontecimentos que ao longo da história marcaram a evolução do pensamento epidemiológico e os desafios que atualmente se colocam à disciplina (BARROS, 2006).
          As pesquisas epidemiológicas têm seus desenhos baseados na observação, e portanto, necessitam de uma série de procedimentos metódicos a fim de controlar, seja no desenho, seja na análise das informações, as variáveis interveniente e de confusão, para que as conclusões possam ser mais robustas.Daí a importância, muitas vezes exagerada, que os epidemiologistas concedem aos "métodos", chegando, com freqüência, a recusar à epidemiologia qualquer conteúdo teórico, reduzindo-a a um conjunto de estratégias, técnicas e modos de raciocinar aplicáveis a objetos pertencentes a outras ciências, e nesse movimento, negando qualquer possibilidade de considerá-la como ciência (BARATA, 1998).
          Por algum tempo prevaleceu a idéia de que a epidemiologia restringia-se ao estudo de epidemias de doenças transmissíveis. Hoje, é reconhecido que a epidemiologia trata de qualquer evento relacionado à saúde (ou doença) da população. Suas aplicações variam desde a descrição das condições de saúde da população, da investigação dos fatores determinantes de doenças, da avaliação do impacto das ações para alterar a situação de saúde até a avaliação da utilização dos serviços de saúde, incluindo custos de assistência (MENEZES, 2001).
         Segundo Menezes, a epidemiologia contribui para o melhor entendimento da saúde da população - partindo do conhecimento dos fatores que a determinam e provendo, conseqüentemente, subsídios para a prevenção das doenças (2001).

Autora: Jeana Mara Escher de Souza, Farmacêutica, Tutora EaD Portal Educação

Referências Bibliográficas
MENEZES, A. M. B. Noções Básicas de Epidemiologia. Editora Revinter, 2001. 184 p.
ANDRADE, S. M.; SOARES, D. A.; CORDONI JUNIOR, L. Bases da Saúde Coletiva. 1 ed. Editora EDUEL, 2001. 268 p.
BARROS, Henrique. Evolução do pensamento epidemiológico: O Ser de uma Disciplina. Arq Med, jul. 2006, vol.20, no.4, p.121-125.
BARATA, Rita Barradas. Epidemiologia e saber científico. Rev. bras. epidemiol. [online]. 1998, vol.1, n.1, pp. 14-27.

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