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20 de maio de 2010
medicamento
Características Farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas
A zopiclona é um agente hipnótico do grupo das ciclopirrolonas que apresenta as seguintes propriedades farmacológicas: hipnótica, sedativa, ansiolítica, anticonvulsivante e miorrelaxante. Estes efeitos estão relacionados à ação agonista específica nos receptores centrais pertencentes ao complexo macromolecular do GABA A
, modulando a abertura dos canais de cloreto.
A zopiclona reduz o tempo de início do sono e a freqüência dos despertares noturnos, aumenta a duração do sono e melhora a qualidade do sono e do despertar.
Nas doses estudadas e recomendadas os efeitos da zopiclona estão associados ao perfil eletroencefalográfico específico que difere dos benzodiazepínicos. Em pacientes que sofrem de insônia, a zopiclona diminui o estágio I e aumenta o estágio II, enquanto mantém ou prolonga os estágios de sono profundo (III e IV) e o sono paradoxal.
Um estudo com objetivo de avaliação do fenômeno de retirada através de polissonograma não revelou presença significante de insônia rebote após um período de até 28 dias de tratamento. Outros estudos também demonstraram ausência de tolerância à atividade hipnótica da zopiclona em períodos de tratamento de até 17 semanas.
Propriedades farmacocinéticas
Absorção
A zopiclona é rapidamente absorvida, sendo que as concentrações plasmáticas máximas de 30 e 60 ng/mL são alcançadas dentro de 1,5 a 2 horas, após administração de 3,75 e 7,5 mg, respectivamente. A absorção é semelhante em homens e mulheres e não é modificada pela ingestão de alimentos.
Distribuição
A zopiclona é rapidamente distribuída do compartimento vascular. A ligação às proteínas plasmáticas é fraca (aproximadamente 45) e não saturável. O risco de interações medicamentosas é muito pequeno, devido à ligação protéica.
O volume de distribuição é de 91,8 a 104,6 L.
Durante a amamentação, o perfil farmacocinético da zopiclona é semelhante no leite e plasma. A porcentagem estimada da dose ingerida pelo lactente não deveria exceder 1,0 da dose administrada à mãe num período de 24 horas.
Metabolismo
Não ocorre acúmulo de zopiclona ou de seus metabólitos após administrações repetidas. As variações interindividuais parecem ser pequenas.
Em seres humanos, a zopiclona é extensivamente metabolizada a dois principais metabólitos, N-óxido zopiclona (farmacologicamente ativo em animais) e N-desmetil zopiclona (farmacologicamente inativo em animais). Um estudo 'in vitro' indicou que o citocromo P450 (CYP) 3A4 é a principal isoenzima envolvida no metabolismo da zopiclona em ambos metabólitos, e que o CYP2C8 está também envolvido com a formação de N-desmetil zopiclona.
As meias-vidas aparentes avaliadas dos dados urinários são de aproximadamente 4,5 e 7,4 horas, respectivamente. Não se observou indução enzimática em animais, mesmo com a administração de altas doses.
Eliminação
Nas doses recomendadas, a meia-vida de eliminação da zopiclona inalterada é de aproximadamente 5 horas. A comparação entre o baixo valor do clearance renal de zopiclona inalterada (média de 8,4 mL/min) e o clearance plasmático (232 mL/min) indica que o clearance da zopiclona é principalmente metabólico.
A zopiclona é eliminada pela via urinária (aproximadamente 80) principalmente na forma dos metabólitos livres (derivados N-óxido e N-dimetil) e nas fezes (aproximadamente 16).
Populações especiais
Em pacientes idosos: vários estudos demonstraram ausência de acúmulo plasmático da substância ativa com a administração de doses repetidas,apesar de ocorrer leve diminuição no metabolismo hepático e prolongamento da meia-vida de eliminação para aproximadamente 7 horas.
Em pacientes com insuficiência renal: não se detectou acúmulo de zopiclona ou de seus metabólitos após administração prolongada. A zopiclona é removida por hemodiálise. Entretanto, a hemodiálise não tem valor no tratamento de overdose devido ao grande volume de distribuição da zopiclona.
Em pacientes cirróticos: o clearance plasmático de zopiclona é reduzido em aproximadamente 40 em relação à diminuição do processo de desmetilação. Deve-se, portanto, modificar a posologia nestes pacientes.
Interações Medicamentosas
- Associações não recomendadas
Álcool
Não é recomendada a ingestão concomitante de zopiclona e álcool, devido ao aumento do efeito sedativo da zopiclona.
- Associações que devem ser consideradas
Associações com depressores do SNC
Pode ocorrer aumento do efeito depressivo central em caso de ingestão concomitante com neurolépticos, hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, medicamentos antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos.
Associações com inibidores ou indutores do CYP3A4
Estudou-se o efeito da eritromicina sobre a farmacocinética da zopiclona em 10 indivíduos sadios. Ocorreu aumento da AUC de zopiclona em 80 na presença de eritromicina, o que indica que a mesma pode inibir a biotransformação de medicamentos metabolizados pelo CYP3A4. Como conseqüência, pode ocorrer aumento do efeito hipnótico da zopiclona.
Uma vez que zopiclona é metabolizada pela isoenzima citocromo P450 (CYP) 3A4 (ver item 'Farmacocinética/Metabolismo'), níveis plasmáticos de zopiclona podem ser aumentados quando co-administrada com inibidores do CYP3A4, tais como eritromicina, claritromicina, cetoconazol, itraconazol e ritonavir. A redução da dose de zopiclona pode ser requerida quando for co-administrada com inibidores do CYP3A4. Inversamente, níveis plasmáticos de zopiclona podem ser diminuídos quando co-administrada com indutores do CYP3A4, tais como rifampicina, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína e erva de São João. Um aumento da dose de zopiclona pode ser requerido quando co-administrada com indutores do CYP3A4.
Alimentos
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interação de zopiclona com alimentos.
Testes laboratoriais
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de zopiclona em testes laboratoriais.
fonte: PDAMED
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