Receba as principais notícias da sua área
Você passará a receber as 10 principais notícias mais lidas e comentadas da semana. Atualize-se em sua área!
Conheça a política de privacidade »
(1)
(8)
(10)
(6)
(11)
30 de dezembro de 2009
Araújo, T. S.; Medeiros, P. L.; Silva, E. C.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 200 milhões de pessoas no mundo encontram-se infectadas com o Schistosoma e cerca de 650 milhões vivem em
situação de risco de infecção. No Brasil, são quase 89 mil novos casos por ano e a distribuição da doença já atinge quase todos os estados, principalmente, os da Região
Nordeste. Atualmente, a OMS recomenda apenas dois medicamentos de baixa toxicidade para o tratamento da esquistossomose: o Praziquantel (Cestox®) e o Oxamniquine (Mansil®), porém devido a pouca eficácia observada nesta terapia torna-se necessária a busca de novos fármacos como forma de combate a esta doença.
Na busca de moléculas com propriedades antiparasitárias são mencionados os derivados heterocíclicos imidazolidínicos e bioisósteros. O objetivo deste estudo foi analisar a
ação do derivado imidazolidínico 3-(4-clorobenzil)5-(4-nitrobenzilideno)-imidazolidina-2,4-diona (FZ-4) sobre a morfologia de órgãos dos sistemas cárdiorespiratório
e renal de camundongos albinos infectados.
Foram infectados com cepa BH de S. mansoni, 24 camundongos Swiss (Mus musculus), fêmeas, com 45 dias de idade e pesando entre 25-30 g, que, posteriormente, foram subdivididos em 4 grupos de estudo: Controle (1) e tratados (3) com FZ-4 nas doses de 25, 50 e 100 mg/Kg, durante cinco dias consecutivos. Após 15 dias do término do tratamento, os animais foram sacrificados e os órgãos (coração, rim e pulmão) coletados para processamento histológico e posterior análise morfológica.
O exame histológico revelou que,independente das doses utilizadas, não houve alterações na morfologia cardíaca dos camundongos infectados. Os aspectos morfológicos renais dos animais em estudo (controle infectado e tratados) revelaram uma redução do espaço urinário dos glomérulos em função da própria doença instalada. Em relação ao interstício pulmonar, cujos septos interalveolares encontravam-se espessados (infiltração linfocitária) no controle e nos grupos tratados com as doses de 25 e 50 mg/Kg, foi verificado que o FZ-4 na dose de 100 mg/Kg foi mais eficaz em reverter este padrão restritivo pulmonar.
Diante do exposto, conclui-se que o FZ-4 na dose de 100 mg/Kg foi capaz de manter o parênquima pulmonar mais aerado nos animais infectados e com relação a morfologia
cárdio-renal, independente das doses do FZ-4, o padrão estrutural dos órgãos estudados se manteve o mesmo quando comparado ao grupo controle.
Comentários
Receba as principais notícias da sua área
Você passará a receber as 10 principais notícias mais lidas e comentadas da semana. Atualize-se em sua área!
Conheça a política de privacidade »
(1)
(8)
(10)
(6)
(11)