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30 de novembro de 2009
Administração de medicamentos injetáveis por via intramuscular: conhecimento dos ocupacionais de farmácias
INTRODUÇÃO
A técnica de administração de medicamentos século, era delegada aos profissionais médicos, pela via intramuscular, na primeira metade deste Posteriormente, as enfermeiras também passaram a desenvolvê-la, e em um curto espaço de tempo, várias pessoas iniciaram o exercício desta técnica, nem sempre com o preparo e conhecimento necessários.
É essencial, além do conhecimento do procedimento técnico, também compreender as ações da medicação para administrá-la de forma a incrementar seu efeito terapêutico e evitar ou minimizar seus efeitos colaterais. O conhecimento científico aplicado a esse procedimento enfatiza o fato de que há locais selecionados e apropriados para aplicação a fim de reduzir o desconforto e possíveis complicações ao paciente e que devem, portanto, ser conhecidos e respeitados.
Estudo de CASSIANI; RANGEL (1997) identificou vários casos de complicações pós-injeções intramusculares em pacientes que receberam Diclofenaco de sódio®, nas regiões deltoidea e dorso-glúteo. Os estudos de casos revelaram várias injeções que haviam sido aplicadas em farmácias, resultando para os pacientes em dor tardia, formação de abcessos, hematomas, nodulações e infecções. Alguns pacientes necessitaram de hospitalização ou tratamento ambulatorial até a cicatrização da lesão provocada no músculo e pele.
Agrava-se o fato de que em muitas farmácias no país os medicamentos são administrados sem prescrição médica, sem a supervisão do farmacêutico ou outro profissional com saber nessa área e muitas vezes, não é exigido, dos ocupacionais nenhum curso de nível médio, é o próprio balconista quem administra medicamentos injetáveis, embora seja de competência exclusiva do farmacêutico.Possivelmente a falta de conhecimento tem levado ao aparecimento de ocorrências adversas ou complicações pós-injeções intramusculares.
MENDES et al (1988) reconheceram em seu estudo a falta de preparo dos ocupacionais de farmácia que administram medicamentos injetáveis, sendo esta uma problemática que afeta a população em geral e envolve o papel educativo do enfermeiro -seja porque o enfermeiro deve cumprir o seu papel de educador para promover a saúde, ou porque a administração de medicamentos é de sua competência e responsabilidade.
A literatura explora muito pouco o aspecto da formação daqueles que administram medicamentos na população. O estudo de MENDES et al (1988) foi o único, especificamente, relacionado ao ocupacionais de farmácia na enfermagem e embora a literatura na área de farmácia aborde a problemática dos medicamentos de forma ampla e geral nada foi observado sobre a formação de farmacêuticos na administração de medicamentos injetáveis.
Assim, a enfermagem pode e deve continuar divulgando e realizando investigações sobre a temática Administração de Medicamentos, já que essa é também uma função de sua competência e responsabilidade. A formação profissional do enfermeiro contempla o conteúdo de Administração de Medicamentos de forma a capacitá-lo para a identificação de problemas, para o ensino e supervisão de profissionais atuando nesse fim.
Esses aspectos discutidos acima aliado aos resultados advindos de estudo anterior com complicações pós injeções intramusculares motivaram a realização dessa investigação.
RANGEL, Silvia Mara and CASSIANI, Silvia Helena De Bortoli. Administração de medicamentos injetáveis por via intramuscular: conhecimento dos ocupacionais de farmácias. Rev. esc. enferm. USP [online]. 2000, vol.34, n.2, pp. 138-144.
Para çer o artigo na integra acesse o arquivo relacionado abaixo.
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