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30 de novembro de 2009
INTRODUÇÃO
Inúmeras são as dificuldades encontradas pelos idosos para manter um padrão de envelhecimento saudável, tais como: a precariedade ou demora do acesso à saúde, a deficiência de informação, e hábitos inadequados de vida adquiridos ao longo da vida. Estes, especificamente, determinam fragilidades importantes à medida que os idosos são diagnosticados em estado crônico de saúde.
Entre as doenças crônicas mais comuns destaca-se a insuficiência renal crônica, geralmente decorrente de outras patologias de maior incidência como o Diabetes Mellitus, considerada fator de risco significativo para nefropatia.
O diabetes vem aumentando de forma expressiva na população brasileira. Em 1990 os casos atingiam 7,6 % da população, porém a estimativa para 2025 é que atinja o índice de 27%.
A nefropatia diabética representa, atualmente, a principal causa de insuficiência renal terminal. Em média 25% dos pacientes em hemodiálise são portadores de nefropatia diabética. Além dessa elevada prevalência, a nefropatia dos diabéticos está associada à alta freqüência de mortes por outras causas, principalmente as doenças cardiovasculares. A maior expectativa de vida, o aumento da obesidade, da hipertensão arterial prevalente no idoso, e o crescente número de diabéticos estão causando uma epidemia silenciosa de insuficiência renal crônica em todo o mundo.
A hemodiálise está entre as terapias dialíticas (tratamento substitutivo da função renal) que os doentes renais crônicos com grau de insuficiência cinco utilizam. Consiste na remoção de resíduos metabólicos, eletrólitos e líquidos excessivos do sangue para tratar a falência renal aguda ou crônica e utiliza os princípios de difusão, osmose e filtração.Para o tratamento hemodialítico, a Fístula Artério-Venosa (FAV) é considerada um acesso permanente e o cateter de duplo-lúmen uma via temporária.
O tratamento hemodialítico exige dos idosos cuidados cotidianos relacionados às peculiaridades da própria doença e ao envelhecimento. Os cuidados necessários apresentam relação com o grau de dependência nas realizações das atividades de vida diária, compreensão da doença e modos de se cuidar. Muitas vezes, a máquina de hemodiálise é entendida pelo idoso como instrumento de cura e, esta percepção inadequada fragiliza ainda mais o idoso, porque ele deixa de realizar alguns cuidados consigo mesmo que são necessários à manutenção do equilíbrio da doença.
Os idosos possuem significados próprios, hábitos de vida peculiares que abrangem sua alimentação, higiene, seu conforto, lazer, sua vida espiritual, seus objetos pessoais, todo o modo como desenvolvem a cultura do cuidado de si. Nesta faixa etária, os hábitos tornam-se mais evidentes e podemos dizer que estão cristalizados no seu cotidiano como parte significante da sua própria vida.
O cuidado de si do idoso em tratamento hemodialítico, refere-se às atitudes habituais para realizar o seu próprio cuidado ou pedir ajuda, apoio que o auxilie a promover e manter a saúde e prevenir complicações. Considera-se o hábito, como as formas de comportamento duradouro e adquirido pela repetição freqüente.
Diante do exposto teve-se como objetivo descrever ações de cuidados de si, alicerçadas nos hábitos do idoso renal crônico portador de nefropatia diabética, em tratamento hemodialítico.
LENARDT, Maria Helena et al. O idoso portador de nefropatia diabética e o cuidado de si. Texto contexto - enferm. [online]. 2008, vol.17, n.2, pp. 313-320.
Para ler o artigo na integra acese o arquivo relacionado abaixo.
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