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29 de outubro de 2010
Características Farmacológicas
Farmacodinâmica
Grupo farmacoterapêutico: agente antifúngico.
A terbinafina é uma alilamina com amplo espectro de atividade contra fungos patogênicos da pele, cabeloe unhas, inclusive dermatófitos como Trichophyton (por exemplo, T. rubrum, T. mentagrophytes, T. verrucosum, T. tonsurans e T. violaceum), Microsporum (por exemplo, M. canis), Epidermophyton floccosum e leveduras do gênero Candida (por exemplo, C. albicans) e Pityrosporum . Em concentrações baixas, aterbinafina tem ação fungicida contra fungos dermatófitos, filamentosos e alguns fungos dimórficos. Sua atividade contra leveduras é fungicida ou fungistática, dependendo de sua espécie.
A terbinafina interfere especificamente emuma etapa inicial da biossíntese dos esteróis fúngicos que acarreta deficiência de ergosterol e acúmulo intracelular de esqualeno, resultando em morte da célula fúngica. A terbinafina age por inibição da esqualeno-epoxidase, na membrana da célula fúngica. A enzima esqualeno-epoxidase não está vinculada ao sistema do citocromo P450. Aterbinafina não interfere no metabolismo de hormônios ou de outros medicamentos.
Quando administrado por via oral, o fármaco concentra-se na pele, nos cabelos e nas unhas, em níveis associados à atividade fungicida.
Farmacocinética
Após administração oral, a terbinafina é bem absorvida (> 70) e a biodisponibilidade absoluta da terbinafina comprimidos após metabolismo de primeira passagem é de aproximadamente 50. Uma dose oral única de 250 mg de terbinafina proporciona uma média de concentrações plasmáticas máximas de 1,3 microg/mL, 1,5 horas após a administração. No estado de equilíbrio, em comparação à dose única, a concentração máxima de terbinafina foi na média 25 maior e a AUC aumentou em um fator de 2,3. Pode-se calcular uma meia-vida efetiva de aproximadamente 30 horas à partir do aumento da AUC plasmática. A biodisponibilidade da terbinafina é moderadamente modificada por alimentos (aumento na AUC menor que 20), mas não o bastante para necessitar ajuste das doses.
A terbinafina liga-se fortemente às proteínas plasmáticas (99). Difunde-se rapidamente através da derme e se concentra no estrato córneo lipofílico. A terbinafinatambém é encontrada na secreção sebácea, atingindo, assim, altas concentrações nos folículos pilosos, pêlos e tecidos gordurosos. Há evidências de que a terbinafina se distribui na placa ungueal dentro das primeiras semanas após o início do tratamento.
A terbinafina é metabolizada rápida e extensivamente por pelo menos sete isoenzimas CYP, com maior participação das CYP2C9, CYP1A2, CYP3A4, CYP2C8 e CYP2C19. A biotransformação da terbinafina resulta em metabólitos sem atividade fúngica, que são excretados predominantemente na urina.
Não foram observadas alterações clinicamente relevantes idade-dependentes nas concentrações plasmáticas da terbinafina no estado de equilíbrio.
Dados de segurança pré-clínicos
Em estudos de longo prazo (de até 1 ano) em ratos e cães, não se observaram efeitos tóxicos em nenhuma das espécies com a administração de doses orais de até aproximadamente 100 mg/kg por dia. Durante a administração oral de altas doses, o fígado e provavelmente os rins foram identificados como órgãos-alvo em potencial.
Em estudo de carcinogenicidade oral por 2 anos com camundongos, não se observaram quaisquer resultados anormais ou neoplasias atribuíveis ao tratamento com doses de até 130 mg/kg por dia em machos e de até 156 mg/kg por dia em fêmeas. Em estudo de carcinogenicidade oral com ratos por 2 anos, observou-se maior incidência de tumores hepáticos em machos que receberam os mais altos níveis de dose equivalentes a 69 mg/kg por dia. As alterações que podem estar associadas com a proliferação de peroxissomos mostraram-se específicas das espécies,uma vezque estas nãoforam observadas em estudos de carcinogenicidade em camundongos ou em outros estudos com camundongos, cães ou macacos.
Durante estudos de altas doses em macacos, observaram-se irregularidades de refração na retina com as doses mais altas (o nível de efeito não tóxico de 50 mg/kg). Essas irregularidades foram associadas à presença de um metabólito daterbinafinano tecido ocular e desapareceram após a descontinuação do medicamento, não estando associadas a alterações histológicas.
Uma série-padrão de testes de genotoxicidade in vitro e in vivo não revelaramevidência de potencialmutagênico ou clastogênico.
Não se observaram efeitos adversos na fertilidade nem em outros parâmetros da reprodução em estudos realizados em ratos ou coelhos.
Indicações
A terbinafina comprimidos está indicado para:
- Onicomicose (infecção fúngica da unha) causada por fungos dermatófitos.
- Tinea capitis.
- Infecções fúngicas da pele para o tratamento de tinea corporis, tinea cruris, tinea pedis; infecções cutâneas causadas por leveduras do gênero Candida (por exemplo, Candida albicans), em que a terapia por via oral geralmente é considerada apropriada, conforme o local, a gravidade ou a amplitude da infecção.
Fonte: Pdamed
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