A manipulação de antineoplásicos abrange também, os mais diversos aspectos do processo de preparação das drogas citotóxicas, desde o transporte, passando pelo momento da administração no paciente, até o seu descarte final.
O possível risco laboral pressuposto e as graves consequências que podem produzir a manipulação de antineoplásicos fazem com que seja imprescindível adotar medidas que ajudem a reduzir esta exposição e a garantir condições melhores de trabalho.
Neste sentido, a atuação preventiva é a mais adequada. Muitas recomendações de segurança são publicadas com foco no uso de equipamentos de segurança na manipulação de antineoplásicos. A visão atual é a de que esse uso deve ser acompanhado de medidas educacionais, preventivas, administrativas e até de infraestrutura, pois, mesmo com o uso desses equipamentos já existem relatos de detecção de contaminação na superfície dos frascos dos medicamentos, na parte externa do fluxo laminar e até em pontos distantes do local de preparação.
No processo de manipulação de antineoplásicos, na preparação propriamente dita, há várias checagens que deverão ser feitas. Isto inclui uma checagem na montagem dos materiais que serão usados, uma checagem dos cálculos de dose e volume e uma checagem final do produto acabado, incluindo produtos e volumes usados e etiquetados. Tabelas para reconstituição, diluição, estabilidade devem estar disponíveis no momento do preparo. Todos os itens usados na preparação devem estar separados e então conferidos antes de entrarem na cabine de segurança biológica. Neste ponto, uma pessoa deveria checar que a droga correta foi selecionada e que o soro de reconstituição e a bolsa de infusão são apropriados. As condições de armazenamento e as datas de validade de todos os componentes devem ser averiguadas.
Os volumes das drogas devem ser calculados pelo manipulador. Se este cálculo for feito eletronicamente, deverá ser checado manualmente. Se o arredondamento de dose for empregado para facilitar o preparo, isto deverá ser documentado e padronizado para os próximos ciclos. Se um volume de droga é adicionado a um soro para infusão, o volume adicionado deve ser documentado pelo manipulador. A assinatura do manipulador deverá estar nas etiquetas de cada preparação. Somente uma medicação deverá estar dentro da cabine de segurança biológica enquanto preparada.
Uma checagem do cálculo de volume deve ser feita e o farmacêutico deverá conferir que todos os componentes usados eram adequados. Uma inspeção visual do produto final deverá ser efetuada, inspecionando quaisquer partículas. As etiquetas deverão conter: nome do paciente, número de registro no hospital, droga, dose, volume de soro, tempo de administração, data da preparação, data de validade, condições de armazenamento, observações e assinatura do manipulador.
*Fragmento extraído do curso de Quimioterápicos e Antineoplásicos do Portal Educação.
Portal Educação. Curso de quimioterápicos e antineoplásicos. Disponível em: <http://www.portaleducacao.com.br/cursos/388/curso-de-quimioterapicos-e-antineoplasicos>. Acesso em: 21 set. 2009.