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Subsídios para pensar a epidemiologia


25 de agosto de 2009


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A DOENÇA NA SOCIEDADE COMO ENTIDADE E COMO PROCESSO: SUBSÍDIOS PARA PENSAR A EPIDEMIOLOGIA.
José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres

Resumo:
Este artigo busca na "oscilação" histórica da compreensão da doença na sociedade, como entidade ou como processo, elementos para a reflexão acerca dos impasses e exigências vividos hoje pelos saberes e práticas da epidemiologia, por referência à proposição da construção de uma sociedade mais livre e justa. Superando o caráter metafísico das concepções ontológicas pré-modernas, as traduções processuais da epidemiologia tornaram-se nucleares a todo o conhecimento objetivo e intervenção prática sobre a dimensão social da doença, a partir do século XIX. No entanto, ao consolidarem socialmente essa posição, os métodos e objetos da ciência epidemiológica assumiram o estatuto prático de verdadeiros entes. São exploradas as raízes e as contradições desse "processualismo" que acaba por negar a sua própria natureza processual. Destaca-se a potencial contribuição de uma "concepção consensual de verdade" na superação do conteúdo de "irracionalismo" que, não obstante inegáveis méritos, esse paroxismo processual do saber epidemiológico, tem conferido à práxis sanitária.

AYRES, José Ricardo de Carvalho Mesquita. A doença na sociedade como entidade e como processo: subsídios para pensar a epidemiologia. Saude soc. [online]. 1993, vol.2, n.2, pp. 135-162.

Para ler o artigo na integra acesse o arquivo abaixo.



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