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segunda-feira, 27 de julho de 2009 - 11:01

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Orientação à farmácia de manipulação

por: Colunista Portal - Educação

Orientação à Farmácia de Manipulação
 ANFARMAG
A ANFARMAG (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais) orienta as farmácias de manipulação quanto à nova resolução da ANVISA sobre antecâmaras, em complementação à RDC 67/07.
A Anvisa publicou em DOU no dia 21 de maio a Resolução RDC nº 21 que complementou as determinações da RDC 67/07 sobre as Boas Práticas de Manipulação de Antibióticos, Hormônios, Citostáticos e Substâncias Sujeitas a Controle Especial (Anexo III da RDC 67/07).
Segundo a nova resolução, foram disponibilizadas novas possibilidades de adequação quanto às salas dedicadas sem que haja a necessidade de instalação de antecâmeras, o item 2.7.3.1 opção com exaustão externa e o item 2.7.3.2 sem exaustão externa. Para tanto, as farmácias de manipulação que optarem pela não instalação de antecâmeras, deverão seguir as determinações publicadas, conforme abaixo:

 

2.7.3. As farmácias que adotarem as condições abaixo especificadas estão isentas da utilização das antecâmaras de que trata item 2.7.

 

2.7.3.1. Salas dedicadas com cabine sem recirculação com exaustão de 100% em área externa à sala, sendo que esta deve possuir filtração que elimine partículas e gases provenientes da manipulação, considerando pressão negativa no interior da cabine. A sala onde está instalada a cabine deve ter pressão negativa em relação à área adjacente a ela.
2.7.3.2. Salas dedicadas com cabine de contenção máxima (isolador), totalmente fechada, com ventilação própria, à prova de escape de ar operando com pressão negativa. O trabalho se efetua com luvas de borracha pressas a cabine. Para purificar o ar devem ser instalados filtros HEPA em série ou um filtro HEPA e um incinerador.
(...)

O objetivo desse informativo é orientar as farmácias com relação a adequação descrita no item 2.7.3.1.

A adequação ao item 2.7.3.1 da RDC nº 21 pode ser realizada através da instalação de cabines de segurança biológica, com sistema de exaustão externa onde não há recirculação de ar, aliado às BPM e monitoramento das condições de fluxo de ar e exaustão.

A cabine de segurança biológica classe I possui fluxo de ar unidirecional, promovendo a proteção do manipulador através de sistema de ar não-recirculado, que passa por pré-filtro, direcionando para longe do operador, em ambiente externo ao laboratório, protegendo também o ambiente antes de seu descarte na atmosfera.
Estudos demonstram que a cabine de segurança biológica classe I é eficiente para atendimento do controle de material particulado suspenso no local de manipulação de medicamentos tais como antibióticos, hormônios e citostáticos.

Com relação ao fluxo de ar na sala de manipulação, este também deve ser unidirecional em relação à área de trabalho da cabine de segurança biológica classe I. Para tanto, é necessário que haja diferença de pressão entre a sala de manipulação e áreas adjacentes, que impeça o retorno das partículas para fora da sala de manipulação.

Seguem alguns itens importantes que devem ser destacados:

1) Quanto à cabine de segurança biológica:
  • monitoramento da saturação dos filtros da cabine: os filtros apresentam tempo de vida útil, conforme informações do fabricante, e também podem ficar saturados após o uso. Assim, a troca dos filtros deve observar a saturação do mesmo, ou tempo de vida útil estabelecido pelo fabricante, atendendo ao prazo que primeiro findar-se. Orientamos que sejam elaborados os registros das trocas dos filtros.
  • quanto aos filtros e pré-filtros presentes na cabine se segurança biológica classe I, há várias especificações para os mesmos e esse assunto deve ser analisado com o fornecedor no momento da aquisição do equipamento.
  • previamente à manipulação, a cabine de segurança biológica deve ser ligada, permanecendo assim durante alguns minutos, antes de iniciar o processo de manipulação. Também deve ser mantida ligada por algum tempo após o final do procedimento, até exaurir o pó da última manipulação.
2) Quanto às Boas Práticas de Manipulação:
  • os profissionais que manipulam as substâncias do Anexo III da RDC 67/07 devem sempre utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) como medida de proteção. Os EPI utilizados são: luvas descartáveis de látex, PVC ou outro material sintético, jalecos com mangas longas e comprimento ao os joelhos, gorros, máscaras e sapatilhas descartáveis. Recomenda-se também o uso de outro jaleco descartável sobre o jaleco de tecido ou a utilização de manguitos descartáveis.
  • antes do início da manipulação, o manipulador deve certificar-se que todos os utensílios, equipamentos e insumos a serem utilizados encontram-se na área de manipulação, limpos, identificados e em quantidade suficiente para a operação.
  • o manipulador, na medida do possível, deve permanecer na sala de manipulação durante todo o processo de produção, evitando assim, a possibilidade de contaminação das áreas adjacentes.
  • efetuar a limpeza da bancada e superfícies em geral dentro da cabine, obedecendo ao procedimento pertinente. Recomendamos que essa limpeza seja efetuada entre a manipulação de fármacos distintos.
  • descartar adequadamente os EPI’s utilizados. Recomendamos que o descarte dos EPI´s utilizados seja realizado de forma adequada ainda no interior da sala dedicada.

ANFARMAG. Disponível em: www.anfarmag.org.br/integra.php?codigo=1662 Acesso em: 27 jul. 2009.
 
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