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Metilfenidado


1 de janeiro de 2008


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Ritalina

Indicações
Distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade (DDAH):
DDAH era anteriormente conhecida como distúrbio de déficit de atenção.
Outros termos usados para descrever esta síndrome comportamental incluem disfunção cerebral mínima em crianças, síndrome da criança hipercinética, lesão cerebral mínima, disfunção cerebral mínima, disfunção cerebral menor e síndrome psicorgânica de crianças.
Metilfenidato é indicada como parte de um programa de tratamento abrangente que inclui outras medidas terapêuticas (psicológicas, educacionais, sociais) visando um efeito normalizador em crianças portadoras de uma síndrome comportamental caracterizada pelo seguinte grupo de sintomas de desenvolvimento inadequado: distractibilidade de moderada a grave, redução da atenção, hiperatividade (nem sempre presente), labilidade emocional e impulsividade.
O diagnóstico desta síndrome não deve ser feito quando tais sintomas são apenas de origem recente.
Sinais neurológicos não localizáveis (fracos), incapacidade de aprendizado e EEG anormal podem ou não estar presentes é um diagnóstico de disfunção do sistema nervoso central pode ou não estar seguramente determinado.
Considerações especiais sobre diagnóstico de DDAH:
A etiologia desta síndrome é desconhecida e não há teste diagnóstico específico.
O diagnóstico adequado requer a utilização não apenas de recursos médicos como também de recursos psicológicos, educacionais e sociais.
Características comumente relatadas incluem história crônica de tempo reduzido de atenção, distractibilidade, labilidade emocional, impulsividade, hiperatividade moderada a grave, sinais neurológicos menores e EEG anormal.
O aprendizado pode ou não estar prejudicado.
O diagnóstico deve ser baseado na história e avaliação completas da criança e não apenas na presença de uma ou mais das características acima mencionadas.
O tratamento medicamentoso não é indicado para todas as crianças portadoras desta síndrome.
Estimulantes não devem ser usados em crianças que apresentem sintomas secundários a fatores ambientais (por exemplo, criança maltratada) ou distúrbios psiquiátricos primários.
Orientação educacional apropriada é essencial e intervenção psicossocial é geralmente necessária.
Quando apenas medidas corretivas são insuficientes, a decisão de se prescrever medicação estimulante dependerá da avaliação do médico sobre a cronicidade e a severidade dos sintomas da criança.
Narcolepsia:
Os sintomas incluem sonolência durante o dia, episódios de sono inapropriados, e ocorrência súbita de perda do tônus muscular voluntário.

Contra indicações


Estados de ansiedade e tensão, agitação, tiques, história familiar ou diagnóstico de síndrome de Tourette, glaucoma, hipertireoidismo, arritmia cardíaca, angina pectoris severa, hipersensibilidade ao metilfenidato.

Precauções

Metilfenidato não deve ser utilizada em crianças com menos de seis anos de idade, uma vez que a segurança e eficácia neste grupo etário não foram estabelecidas.Metilfenidato não deve ser utilizada para tratamento de depressão grave de origem exógena ou endógena.Em pacientes psicóticos, a administração de Metilfenidato pode exacerbar sintomas de perturbação comportamental e distúrbio de pensamento.Metilfenidato não deve ser empregada na prevenção ou tratamento de estados de fadiga normal.Há alguma evidência clínica de que Metilfenidato pode baixar o limiar de convulsões em pacientes com história de crises, com anormalidades de EEG anteriores na ausência de crises, e muito raramente, na ausência de história de crises sem evidência anterior de EEG.A segurança do uso concomitante de anticonvulsivantes e Metilfenidato não foi estabelecido.Na presença de crises, a medicação deve ser descontinuada.O abuso crônico de Metilfenidato pode conduzir a tolerância acentuada e dependência com graus variados de comportamento anormal.Episódios psíquicos ostensivos podem ocorrer.Abuso ou dependência não parece ser um problema em adolescentes e adultos tratados com Metilfenidato para DDAH quando crianças.É necessário haver supervisão cuidadosa durante a retirada da droga uma vez que a depressão bem como os efeitos de superatividade crônica podem aparecer. O acompanhamento a longo prazo pode ser necessário para alguns pacientes.O tratamento com Metilfenidato não é indicado em todos os casos de DDAH e deve ser considerado somente após levantamento da história e avaliação completas da criança.A decisão de se prescrever Metilfenidato deve depender da avaliação feita pelo médico da cronicidade e gravidade dos sintomas da criança e sua adequação a idade da mesma.A prescrição não deve depender somente da presença de características comportamentais isoladas. O tratamento com Metilfenidato não é usualmente indicado quando os sintomas estiverem associados a reações de estresse agudo.Metilfenidato deve ser empregada com cuidado em pacientes emocionalmente instáveis, tais como aqueles com história de dependenciade drogas ou alcoolismo, pois tais pacientes podem aumentar a dose por iniciativa própria.O retardo de crescimento anteriormente mencionado é, geralmente, seguido por uma retomada do crescimento quando a medicação é descontinuada.A fim de minimizar tais complicações, períodos sem a droga, especialmente, durante as férias longas, são defendidos por alguns especialistas.Metilfenidato deve ser usada com cuidado em pacientes portadores de hipertensão.A pressão arterial deve ser monitorada em intervalos apropriados em todos os pacientes tratados com Metilfenidato, especialmente, naqueles portadores de hipertensão.Dados completos sobre a eficácia do uso de Metilfenidato a longo prazo não são ainda disponíveis. conseqüentemente, pacientes que necessitem de terapia a longo prazo devem ser cuidadosamente monitorizados.Durante terapia prolongada aconselha-se proceder a hemogramas completos incluindo contagem diferencial e de plaquetas.


- Gravidez e lactação:


Como regra geral, nenhum medicamento deve ser administrado durante os três primeiros meses de gravidez.
Os benefícios e riscos do uso de medicamentos devem ser cuidadosamente considerados durante toda a gravidez.
Não há experiência sobre a qual se possa julgar a segurança de Metilfenidato na gravidez humana nem há evidências a partir de experiências com animais de que esteja isenta de potencial teratogênico ou outros efeitos adversos sobre embrião e/ou feto relevantes na avaliação de segurança do produto.
O uso de Metilfenidato durante a gravidez deve ser evitado a menos que, na opinião do médico, não haja outra alternativa mais segura.
Não há comprovação que a substância ativa de Metilfenidato e/ou seus metabólitos passem para o leite materno.
Por razões de segurança, mães que estejam recebendo Metilfenidato devem evitar a amamentação.
- Efeitos sobre a habilidade de dirigir ou operar máquinas:
Metilfenidato pode afetar as reac$es do paciente e influenciar, de maneira adversa, sua habilidade de dirigir ou operar máquinas.

Interações medicamentosas:


Metilfenidato pode diminuir o efeito anti-hipertensivo da guanetidina.
Deve ser utilizada com cuidado em combinação com agentes pressores e inibidores da MAO.
Estudos farmacológicos em seres humanos mostraram que Metilfenidato pode inibir o metabolismo de anticoagulantes cumarínicos, anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, primidona), fenilbutazona e antidepressivos tricíclicos (imipramina, desipramina).
Ajustes de redução da dose destas drogas podem ser necessários ao serem administradas concomitantemente com Metilfenidato.

Reações adversas


Sistema nervoso central e periférico:
Nervosismo e insônia são as reações adversas mais comuns no início do tratamento sendo usualmente controladas pela redução da dose e pela retirada da droga a tarde ou à noite.
Diminuição de apetite também é uma característica comum, porém geralmente transitória.
Cefaléia, sonolência, tontura, discinesia, dificuldades de acomodação e borramento da visão também podem ocorrer.
Casos isolados de hiperatividade, convulsões, cãimbras musculares, movimentos coreoatetóides, tiques ou exacerbação de tiques preexistentes e síndrome de Tourette foram relatados.
Casos isolados de psicose tóxica (alguns com alucinações visuais e tacteis) foram relatados mas desapareceram quando Metilfenidato foi descontinuada.
Casos isolados de humor depressivo transitório foram relatados embora não se tenha estabelecido relação causal definida.

Aparelho gastrintestinal:


Dor abdominal, náusea e vômitos podem ocorrer no início do tratamento, podendo ser aliviados por ingestão concomitante de alimentos.

Sistema cardiovascular:


Taquicardia, palpitação, arritmia, alterações da pressão arterial, ritmo cardíaco (geralmente aumento), angina pectoris.

Reações cutâneas e/ou de hipersensibilidade:


"Rash", prurido, urticária, febre, artralgia, alopecia.
Foram relatados casos isolados de púrpura trombocitopênica, dermatite esfoliativa e eritema multiforme.

Sangue:


Foram relatados casos isolados de leucopenia, trombocitopenia e anemia.

Outras reações adversas:


Redução moderada do ganho de peso e leve retardamento do crescimento podem ocorrer em crianças durante terapia prolongado.

Posologia e modo de usar


A dose deve ser adaptada a cada caso individual:
Adultos:
Administrar em doses divididas, 2 ou 3 vezes ao dia, de preferência 30 a 45 minutos antes das refeições.
A dose média é de 20 a 30 mg/dia.
Alguns pacientes podem necessitar de 40 a 60 mg/dia.
Em outros, 10 a 15 mg/dia serão adequados.
Pacientes incapazes de dormir se a Metilfenidato é administrada no final do dia, devem tomar a última dose antes das 18 horas.
Crianças (6 anos de idade ou acima):
O tratamento com Metilfenidato deve se iniciar com doses pequenas com aumentos semanais graduais.
Não são indicadas doses diárias que excedam 60 mg.
Os horários de administração da droga devem coincidir com os períodos de maiores dificuldades acadêmicas, comportamentais e sociais para o paciente.
Iniciar com 5 mg uma ou duas vezes ao dia (por exemplo, no café da manhã e no almoço) com aumentos graduais de 5 a 10 mg por semana.
A dose diária total deve ser administrada em doses divididas.


Observações:


Se não se observar melhora dos sintomas após ajuste apropriado da dose durante um período de um mês, o medicamento deve ser descontinuado.
Em casos de agravamento de sintomas ou outras reações adversas, a dose deve ser reduzida ou, se necessário, o medicamento deve ser descontinuado.
Em algumas crianças ocorre insônia, pois o efeito do medicamento esgota-se à noite.
Nestes casos pode ocorrer retorno ao seu nível normal de atividade ou distração.
Uma dose adicional do estimulante por volta das 20 horas pode eliminar este problema.
Uma dose teste ao deitar pode ser necessária para esclarecimento.
Metilfenidato deve ser periodicamente descontinuada a fim de avaliar as condições da criança.
A melhora deve ser mantida quando a droga é descontinuada temporária ou permanentemente.
O tratamento medicamentoso não deve e não precisa ser indefinido podendo, geralmente, ser descontinuado durante ou após a puberdade.

Superdosagem:


Sinais e sintomas de superdosagem aguda, resultantes principalmente de superestimulação do sistema nervoso central e de efeitos simpatomiméticos excessivos podem incluir vômitos, agitação, tremores, hiper-reflexia, espasmos musculares, convulsões (podem ser seguidas de coma), euforia, confusão, alucinações, delírio, sudorese, rubor, cefaléia, hiperpirexia, taquicardia, palpitação, arritmias cardíacas, hipertensão, midríase e secura das membranas mucosas.
O tratamento da superdosagem consiste de medidas apropriadas de suporte.
O paciente deve ser protegido contra auto-agressão e contra estímulos externos que agravam a superestimulação já presente.
Se os sinais e sintomas não forem muito graves e se o paciente estiver consciente, o conteúdo gástrico deve ser esvaziado por indução de vômitos ou lavagem gástrica.
Na presença de intoxicação grave, dose cuidadosamente titulada de barbitúrico de curta duração deve ser administrada antes da lavagem gástrica.
Cuidado intensivo deve ser tomado a fim de se manter troca respiratória e circulatória adequadas.
Procedimentos de resfriamento externo podem ser necessário para hiperpirexia.
Não foi estabelecida a eficácia de diálise peritoneal ou de hemodiálise extra-corpórea para tratar a superdosagem de Metilfenidato.

Atenção:
Pode causar dependência física ou psíquica.

RITALINA (Biogalênica Química e Farmacêutica Ltda. Produtos Ciba Geigy)
Comprimidos de 10 mg (sulcados)
Caixas com 20 comprimidos.

 

Fonte: Dr Geraldo José Ballone (site PsiqWeb)

 

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