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Diazepam


29 de março de 2009


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O que é e para quê serve ?

O princípio ativo do Diazepam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos, é o Diazepam, ou seja, este laboratório usa o nome farmacológico como o próprio nome comercial. A principal finalidade de uso dessa medicação é o tratamento dos transtornos de ansiedade, sendo portanto necessários um diagnóstico e uma indicação feita pelo médico. Pode ser usado desde que de forma limitada para controlar a tensão nervosa devida a algum acontecimento estressante, mesmo que não exista um distúrbio de ansiedade propriamente dito.

Como é usado ?

A dose da medicação deve ser administrada de acordo com cada paciente, ou seja, a medicação deve promover o máximo de conforto (tranquilização) com o mínimo de efeitos colaterais. Para isso o comprimido pode ser partido, ajustando-se a dose às necessidades do paciente. A hora da administração da medicação também deve ser avaliada conforme cada caso. Os pacientes que não estejam dormindo bem podem concentrar os comprimidos a noite, como a eliminação dessa medicação é lenta, durante o dia seguinte ela continuará fazendo efeito. Já as pessoas que senten-se muito tensas durante o dia e sentem pouco sono com a medicação pode distribui-la ao longo do dia.

Principais efeitos

O principal efeito do diazepam e dos benzodiazepínicos em geral é o relaxamento. Como a ansiedade mesmo quando normal é um efeito desagradável, muitas pessoas sentem vontade de tomar este remédio sempre que se sentem tensas. Isto não é bom, é o primeiro passo para a dependência química, por isso estas medicações devem ser vendidas sob controle médico. A indicação de um tranquilizante só é feita quando as atividades habituais foram prejudicas, porque um certo grau de tensão muitas vezes é benéfico e até necessário na vida. Cabe ao psiquiatra - e apenas ele - determinar se há ou não benecífio em controlar a ansiedade com as medicações. Já pada os distúrbios de ansiedade a indicação de um tranquilizante é de 100%. O segundo efeito do diazepam é o de relaxar a musculatura voluntária, servindo conclusive como anticonvulsivante, é a medicação de primeira escolha para interromper um convulsão (de forma intravenosa). O diazepam pode ser usado também para tratar abstinência alcoólica e como auxílio no delirium tremens. Os principais efeitos colaterais são: sonolência, tonteiras, prejuízo na memória, fadiga, leve queda da pressão arterial; estes efeitos acometem menos de 10% dos pacientes. Outros efeitos menos comuns que incidem sobre em menos de 1% das pessoas que tomam diazepam são: descoordenação motora, exitação (paradoxal), insônia, síncope (desmaiar), náuseas, zumbidos, temores.

Considerações importantes

A ação do diazepam assim como dos demais benzodiazepínicos é aumentar a ação do ácido gama animobutírico no cérebro, através deste mecanismo é que esses tranquilizantes exercem seu efeito terapêutico. O diazepam é uma medicação segura, mesmo no caso de intoxicação não costuma haver risco de vida, a menos que outras substâncias que deprimam o cérebro estejam presentes como álcool ou barbitúricos. O uso do álcool concomitante ao diazepam não está proibido, mas o usuário deve ter cautela pois a sedação será maior, prejudicando os reflexos principalmente ao dirigir ou manipular máquinas que apresentem risco em potencial. O diazepam só está contraindicado para pessoas que têm alergia a ele, sofram de Miastenia grave, glaucoma de ângulo fechado ou apresentem risco de depressão da atividade do sistema nervoso central. Há evidências de risco em feto humano, embora alguns dos malefícios que antes se pensava existirem, hoje sabe-se que não existem, como o lábio leporino, mesmo assim seu uso no primeiro trimestre só deve ser feito se o benefício justificar o risco (que é pequeno, aproximadamente 3%). O diazepam tomado pela mãe que amamenta é transmitido para o leite e o lactente acaba tomando diazepam também.

Fonte: Centro de Estudos em Psicologia - CEMP

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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