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Farmacocinética

Artigo por Colunista Portal - Educação - domingo, 8 de fevereiro de 2009

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A fim de tomar cada vez mais previsíveis os efeitos das drogas, os farmacologistas tentam quantificar todas as fases da interação droga-organismo. Apesar da dificuldade inerente ao problema, pois talvez a variação biológica jamais possa ser totalmente enquadrada nos métodos matemáticos atuais, alguns resultados interessantes têm sido obtidos. Assim é que, por exemplo, tal abordagem quantitativa permitiu racionalizar o uso de digitálicos, anticonvulsivantes, psicotrópicos e de outros medicamentos. Especialmente nos últimos anos, essa espécie de farmacometria tem focalizado os processos de administração, de absorção, distribuição, metabolismo e excreção das drogas, constituindo o que se convencionou chamar de farmacocinética.

A literatura farmacológica atual usa com tal freqüênciaos parâmetros farmacocinéticos (clearance, meia-vida, volume aparente de distribuição, biodisponibilidade etc.) que se toma indispensável o estudo deste capítulo da Farmacologia Geral.

O estabelecimento do perfil farmacocinético de determinada droga representa um trabalho de retaguarda, realizado por equipes de especialistas que preparam a base da prescrição do médico. Através do uso racional desses conhecimentos, pode o clínico avaliar a resposta farmacológica clínica apresentada pelo paciente.


Em 1953, Dost propôs o termo farmacocinética para descrever o movimento da droga através do organismo. Até essa época, e mesmo depois, empregava-se a palavra farmacodinâmica para indicar não só o movimento da droga no organismo, mas também seu mecanismo de ação e seus efeitos terapêuticos ou tóxicos. Atualmente, os campos da farmacocinética e farmacodinâmica estão mais bem definidos didaticamente.

 A farmacocinética estuda quantitativamente a cronologia dos processos de administração, absorção, distribuição, biotransformação e excreção das drogas. A farmacodinâmica estuda o alvo das drogas, o mecanismo de ação e os efeitos das drogas e constituirá um capítulo independente.

A farmacocinética utiliza metodologia matemática para descrever as variações no tempo dos processos de administração, absorção, distribuição, biotransformações e excreção das drogas.A variável básica desses estudos é a concentração das drogas e dos seus metabólitos nos diferentes fluidos e tecidos e excreções do organismo. Essa concentração está correlacionada com a via de administração, com a dose empregada, com a eliminação e varia com o tempo da observação. Quando uma droga se transfere de uma parte (ou compartimento) do corpo para outra, essa transferência segue certas regras da cinética que dizem respeito, especialmente, à velocidade de transferência e ao que dela depende.

O experimento farmacocinético envolve diversas disciplinas: Matemática, Estatística, Bioquímica, Química Analítica, Biofísica e a ciência dos computadores. Essas disciplinas devem possuir um denominador comum nas suas linguagens. Ao matemático, por exemplo, devem ser explicados os métodos laboratoriais, os processos de amostragem e seus possíveis erros, de modo que ele possa entender os limites da análise dos resultados.

A escolha do modelo da farmacocinética requer considerações especiais e tem que levar em conta as  aracterísticas físicas e químicas das drogas, assim como o seu comportamento no sistema biológico. Os problemas e as limitações da análise farmacocinética devem ser conhecidos.

Fonte: Silva, P. Farmacologia. 7ª ed.

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