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Hematopoese, Fatores de Crescimento e Aplicação Clínica da Eritropoetina


28 de janeiro de 2009


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Os autores apresentam inicialmente uma revisão sobre a hematopoese  enfocando a fisiologia, a circulação das stem cells e sua relação com os diversos fatores de crescimento celular nos diversos períodos de formação das células do sangue durante a gestação. A produção de hemoglobina na seqüência do desenvolvimento da hematopoese, a regulação e as características da eritropoetina são a seguir descritas. Finalizamos a revisão com a fisiologia das anemias no período neonatal do recém-nascido de termo e em prematuros
além de uma breve abordagem terapêutica.

A hematopoese compreende três setores:
1. progenitores celulares precoces (stem cells), que suportam a hematopoese.
2. Precusores comprometidos (stem cell committed ou células progenitoras comprometidas). São unidades formadoras de colônias (CFU, BFU) que expandem a população de células diferenciadas (eritrocitos, leucocitos, etc).
3. fatores reguladores do crescimento hematopoético ou citoquinas, que agem sobre o sistema.

ERITROPOETINA
Em 1906, Carnot e Deflandre sugeriram que a hipóxia arterial gerasse um fator humoral capaz de estimular a produção de células vermelhas. Esta afirmação não foi aceita, apesar de correta, devido a sua não-comprovação experimental. Em 1950, Reissman estudou em ratos o estímulo da produção de células vermelhas por um fator humoral. Apenas em 1953 provou-se uma evidência direta da existência da eritropoetina com um mecanismo de ação semelhante ao dos hormônios. A eritropoetina é um hormônio polipeptídico que induz e mantém a proliferação de células progenitoras eritróides na medula óssea e a diferenciação de células vermelhas maduras no sangue periférico. Este fator de crescimento hematopoético também encurta o período de trânsito do proeritroblasto a eritrocito. A eritropoetina parece estar envolvida com a produção de células vermelhas na fase medular da eritropoese fetal durante o terceiro trimestre. Seu nível aumenta com a idade gestacional e atinge valores significativos após a 34a semana de gestações. Em recém nascidos sadios, a eritropoetina cai a níveis indetectáveis após o nascimento, mas é novamente mensurada após o sexto dia de vida. Entretanto, se existe estímulo suficiente, como anemia hemolítica ou doença cardíaca congênita cianótica, o recém-nascido é capaz de produzi-la.

Para ler o artigo na íntegra, acesse o arquivo abaixo.

Fonte: Zanichelli, M. A.; Furrer, A. A.; Pereira Filho, T. S.; Vaz, F. A. C. Hematopoese, Fatores de Crescimento e Aplicação Clínica da Eritropoetina na Anemia da Prematuridade. Pediatria (São Paulo), 17 (2): 123-142, 1995.



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