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Vias injetáveis: intravenosa, intramuscular e intradérmica


28 de janeiro de 2009


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Intravenosa
Na via intravenosa a concentração desejada de um fármaco no sangue é obtida com uma precisão e rapidez que não são possíveis com outros procedimentos. Algumas características são essenciais para que uma substância possa ser injetada pela via intravenosa:
- Não ser hemolítica;
- Não ser cáustica;
- Não coagular as albuminas;
- Não produzir embolia ou trombose;
- Não conter pirogênio;
Em relação às condições do paciente, podemos citar:
- A dificuldade de se encontrar veias adequadas à picada;
- A presença de tecidos com muitos hematomas ou mesmo feridos;
- A intensa dor sentida pelo paciente à aplicação, devida a sua doença ou outro motivo.

Intramuscular
Na via intramuscular, depositam a medicação profundamente no tecido muscular, o qual por ser bastante vascularizado pode absorvê-la rapidamente. A via de administração intramuscular fornece uma ação sistêmica rápida e absorção de doses relativamente grandes (até 5 ml em locais adequados).
Pelo fato de possuir uma ação rápida, esta via é utilizada em quadros de Reação Anafilática, através da administração intramuscular de Betametasona ou Dexametasona, como conduta emergencial.
A via intramuscular é recomendada para os pacientes não cooperativos, pacientes que não podem tomar a medicação via oral, e para as medicações que são degradadas pelo suco digestivo.

Intradérmica
A via intradérmica é muito restrita, usada para pequenos volumes (de 0,1 a 0,5 mililitros). Usada para reações de hipersensibilidade, como provas de ppd (tuberculose), Schick (difteria) e sensibilidade de algumas alergias.
A via intradérmica é utilizada também para fazer dessensibilização e auto vacinas. É utilizada para aplicação de BCG (vacina contra tuberculose), sendo de uso mundial a aplicação ao nível da inserção inferior do músculo deltóide.
O local mais apropriado é a face anterior do antebraço, devido ser pobre em pelos, com pouca pigmentação, pouca vascularização e de fácil acesso para leitura.

Fonte: Nogueira, C. S. Disciplina de Procedimentos Básicos de Medicina. Universidade Metropolitana de Santos.
             Moreno, S. E. Curso de Farmacologia Geral. Portal Educação.

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