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Novas Terapias no Diabetes Tipo 2


27 de novembro de 2008


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Diferentes estudos tem demonstrado a relação entre a magnitude e tempo de hiperglicemia e o aparecimento de complicações crônicas do diabetes. Além disso, a manutenção do bom controle glicêmico tem se mostrado efetivo tanto no diabetes tipo 1 (DM1) como no diabetes tipo 2 (DM2), reduzindo ou retardando o desenvolvimento destas complicações, permitindo assim, uma maior longevidade e qualidade de vida para o pacientes diabéticos.

No diabetes tipo 2 as estratégias terapêuticas diferem do diabetes tipo 1 em função das características fisiopatológicas específicas do DM2: 1) A deficiência secretória da célula pancreática é usualmente parcial e gradativa , variado com o tempo de doença; 2) Uma menor sensibilidade tecidual hepática e periférica à ação da insulina (resistência à insulina) e 3) um aumento da secreção hepática de glicose. Portanto, nova terapia para diabetes tipo 2 estão sendo usadas como: diversos agentes farmacológicos orais, além do tratamento substitutivo com a insulina endógena, podem ser utilizados:

1. Sensibilizadores da insulina.
São agentes que diminuem a resistência à insulina e melhoram a ação da insulina no metabolismo da glicose. Diferentes drogas, com mecanismos de ação diversos, podem melhorar a ação da insulina.

2. Modificadores da absorção glicose no aparelho digestivo.
Os inibidores da alfa-glicosidases, acarbose e miglitol interferem com a digestão de carboidratos complexos e reduzem a taxa de absorção do monosacárides. O retardo da absorção dos carboidratos resultam na diminuição das incursões glicêmicas pós alimentares que indiretamente podem melhorar as glicemias no jejum. Exige várias tomadas antes das refeições e seu principal efeito colateral são a diarréia e a flatulência.

3. Secretagogos da insulina.
As drogas disponíveis agem pela sua interação às sub-unidades SUR1 dos receptores de potássio ATP dependentes (KATP), localizados na membrana plasmática das células beta pancreáticas. A ativação da sub-unidade SUR1 (rSUR1) induz o fechamento dos canais (KATP), aumentando as concentrações de potássio e despolarizando a membrana celular. Como conseqüência ocorre a abertura dos canais de cálcio na membrana, aumentando o transporte de cálcio para o interior da célula e provocando a secreção de insulina. Diferenças farmacológicas entre os secretagogos são atribuídas às propriedades farmacocinéticas e as diferenças na afinidade de cada produto ao rSUR1.

Outra nova terapia no tratamento do diabetes tipo 2 pode estar perto de ser alcançada está sendo lançada. A vildagliptina (Galvus®), inibidora da DPP-4, ao tratar a disfunção de células pancreáticas responsáveis pelos altos níveis de açúcar no sangue em pacientes com diabetes tipo 2, leva ao controle da glicemia por tempo mais prolongado, podendo retardar a progressão da doença. Essa inovação beneficiará os portadores do diabetes tipo 2, que representam 90% do número de diabéticos no mundo, cerca de 190 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Diferentemente dos atuais tratamentos para o diabetes tipo 2, vildagliptina afeta tanto a célula pancreática alfa quanto a beta, reduzindo a produção de açúcar em excesso ao mesmo tempo em que aumenta a secreção de insulina no sangue, controlando o nível do açúcar. A terapia, administrada por via oral em dose única diária, não foi associada ao ganho de peso ou maior incidência de efeitos colaterais, incluindo hipoglicemia e edema. A submissão do pedido de aprovação do medicamento tem como base resultados de estudos clínicos envolvendo mais de 4.300 pacientes utilizando somente a vildagliptina ou o medicamento associado a terapias antidiabéticas prescritas normalmente.

A prevalência do diabetes na população mundial está aumentando assustadoramente e mais da metade dos pacientes em tratamento ainda não atingiram o nível adequado de açúcar no sangue. As terapias atuais tendem a perder eficácia ao longo do tempo devido à progressão da doença. Com lançamento previsto para 2007, a vildagliptina deve representar um avanço no tratamento do diabetes tipo 2 e se tornar a droga de primeira opção, seja de uso isolado ou combinada com outros agentes, no tratamento da doença.

Fonte:
- Dr. Antônio Carlos Lerário é secretário geral da Sociedade Brasileira de Diabetes e consultor do site da SBD.
- diabetnet.com

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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