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27 de novembro de 2008
O número de pessoas que sofrem de doenças renais é muito grande. Algumas sofrem de doenças que não são graves. Outras apresentam doenças como a diabetes e pressão alta que, se não tratadas de maneira correta, podem levar à falência total do funcionamento renal. E, finalmente, existem pessoas que quando sentem alguma coisa, já têm os rins totalmente paralisados.
Quando os rins já não funcionam corretamente, há a necessidade de se fazer diálise. Na maioria das vezes o tratamento deve ser feito para o resto da vida, se não houver possibilidade de ser submetido a um transplante renal. A cada ano o cerca 21.000 brasileiros precisam iniciar tratamento por hemodiálise ou diálise peritoneal. Raros são aqueles que conseguem ter pelo menos uma parte do funcionamento dos rins recuperada, o bastante para deixarem de necessitar de diálise e poucos têm a sorte de receber um transplante renal. A cada ano somente 2.700 brasileiros são submetidos a um transplante renal.
Conhecer as características e o funcionamento dos rins é muito importante para se ter uma idéia do que são as doenças renais, como detecta-las, como evitá-las e como tratá-las.
A insuficiência renal é a perda das funções dos rins, podendo ser aguda ou crônica. Ela se divide em crônica e aguda.
A insuficiência renal aguda , em alguns pacientes com doenças graves, os rins podem parar de funcionar de maneira rápida, porém temporária. Rápida porque a função renal é perdida em algumas horas e temporária porque os rins podem voltar a funcionar após algumas semanas. A esta situação os médicos chamam de insuficiência renal aguda. Em muitas ocasiões o paciente necessita de ser mantido com tratamento por diálise até que os rins voltem a funcionar.
A insuficiência renal crônica, é a perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais. Por ser lenta e progressiva, esta perda resulta em processos adaptativos que, até um certo ponto, mantêm o paciente sem sintomas da doença.
Até que tenha perdido cerca de 50% de sua função renal, os pacientes permanecem quase que sem sintomas. A partir daí podem aparecer sintomas e sinais que nem sempre incomodam muito o paciente. Assim, anemia leve, pressão alta, edema (inchaço) dos olhos e pés, mudança nos hábitos de urinar (levantar diversas vezes à noite para urinar) e do aceito da urina (urina muito clara, sangue na urina, etc.). Deste ponto até que os rins estejam funcionando somente 10-12% da função renal normal, pode-se tratar os pacientes com medicamentos e dieta. Quando a função renal se reduz abaixo destes valores, torna-se necessário o uso de outros métodos de tratamento da insuficiência renal: diálise ou transplante renal.
Sinais e Sintomas de Disfunção Renal
Muitos são os sinais e sintomas que aparecem quando a pessoa começa a ter problemas renais. Alguns são mais freqüentes, embora eles não sejam necessariamente conseqüência de problemas renais:
• Alteração na cor da urina (fica parecida com coca-cola ou sanguinolenta)
• Dor ou ardor quando estiver urinando
• Passar a urinar toda hora
• Levantar mais de uma vez à noite para urinar
• Inchaço dos tornozelos ou ao redor dos olhos
• Dor lombar
• Pressão sangüínea elevada
• Anemia (palidez anormal)
• Fraqueza e desânimo constante
• Náuseas e vômitos freqüentes pela manhã
Uremia
Uremia é um termo genérico tradicionalmente utilizado para definir e caracterizar o estado de insuficiência renal crônica. Isto é, caracteriza a situação em que os rins já não têm capacidade de exercer suas principais funções, quais sejam: eliminar várias substâncias decorrentes do metabolismo, principalmente de proteínas, e que podem ter efeitos tóxicos para o organismo; regular a quantidade de água e de sais minerais como um todo; participar da regulação do metabolismo ácido e básico; produzir e degradar alguns hormônios, como, por exemplo, a eritropoetina.
A uréia desempenha papel importante na função renal. Teste para medir a quantidade de uréia no sangue (uréia sérica) pode ser usado como indicador da função renal e da ocorrência de uremia (doença que acompanha a insuficiência renal).
Quais as causas da uremia?
A doença renal crônica (DRC) tem múltiplas causas e a importância de cada uma delas varia conforme a idade do indivíduo comprometido. Por exemplo, nos adultos as principais causas são a hipertensão arterial e diabetes melitus, nas crianças pequenas (mesmo recém-nascidas e até fetos) a DRC está relacionada às malformações do aparelho urinário, em geral.
Em crianças maiores e adolescentes, existem várias formas de glomerulopatias que podem apresentar cronificação. Em qualquer faixa etária a infecção urinária é sempre muito importante independente de associação com malformação urinária.
Fontes:
- Dr. João Egidio Romão Junior
Professor Livre-Docente de Nefrologia da Faculdade de Medicina – USP
Sociedade Brasileira de Nefrologia
- Dr. João Tomás de Abreu Carvalhaes
Prof. do departamento de pediatria, da Universidade Federal de São Paulo
Médico do hospital São Paulo do setor de Nefrologia Pediátrica do departamento de Pediatria
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