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18 de novembro de 2008
O tratamento farmacológico para hipertensos vem, nos últimos anos, saindo progressivamente do empirismo – ensaio de acertos e erros – em direção a drogas que levam a bloqueios ou antagonismos mais específicos.
Desde o início dos anos 80, os estudos epidemiológicos vêm demonstrando, claramente, uma expressiva redução dos eventos cardiovasculares. Contudo, este fato tem sido observado principalmente no acidente vascular cerebral, enquanto menos expressivos têm sido os efeitos sobre a insuficiência coronariana e seus complicadores – infarto do miocárdio e morte súbita.
No tratamento farmacológico para hipertensos, tem-se preferido a associação de drogas ao invés, de se aumentar progressivamente a dose do anti-hipertensivo. Há evidências de que assim se procedendo estaríamos, de maneira significativa, reduzindo os efeitos colaterais decorrentes das doses elevadas de qualquer anti-hipertensivo.
O artigo avalia de maneira objetiva as 7 principais famílias de anti-hipertensivos, em uso corrente na prática médica. Procura-se enfatizar, fundamentalmente, suas vantagens e desvantagens. O autor procura posicionar cada família de anti-hipertensivos, fortalecendo a individualização do tratamento, além de acentuar as indicações específicas quando da presença de outras doenças ou de outros fatores de riscos para doença cardiovascular. Procura-se, também, chamar a atenção para as repercussões hemodinâmica e metabólicas que cada anti-hipertensivo poderá determinar.
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