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Atenção ao idoso nos serviços de saúde


25 de janeiro de 2011


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Adriana Aparecida Paes
 
O modelo assistencial predominante no Brasil estava voltado às ações curativas, enfatizando uma medicina tradicional, de alto custo e de exclusão social, caracterizando-se pelo individualismo, pela utilização irracional de recursos tecnológicos disponíveis e pela baixa resolutividade. Tal modelo assistencial gerou um alto grau de insatisfação para todos os cidadãos em relação ao sistema de saúde, na década de 80 (SOUSA, 2000). Na década entre 70 e 80, cresce o número de serviços privados, porém, a maioria dos brasileiros não detém condições financeiras suficientes para ter acesso aos serviços privados. Por sua vez, a atenção à saúde nos serviços públicos não estava sendo suficiente para garantir o direito à saúde dos cidadãos. (MENDES, 1996).
 
Com a promulgação da Constituição Federativa do Brasil, em 1988, formulou-se um novo conceito de saúde que é expresso no artigo 196 como “saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas. Seu acesso é universal e igualitário, as ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. (BRASIL, 1998, p. 7). Assim, a saúde torna-se obrigatória, tendo o atendimento público e gratuito a qualquer e todo cidadão brasileiro. Tal obrigatoriedade vem ao encontro das mudanças necessárias diante da situação de desigualdade na assistência à saúde da população.
 
Face ao exposto, a Reforma Sanitária foi a principal causa do desenvolvimento do processo de institucionalização da saúde como dever do Estado e de direito do cidadão brasileiro. Esse processo culminou em um sistema de saúde coletivo, gratuito e de controle social, que recebeu o nome de Sistema Único de Saúde (SUS), a partir das discussões que ocorrerão na VIII Conferência Nacional de Saúde. Tal reforma ocorreu nas últimas décadas, em que a melhoria da atenção ao usuário no setor saúde deu-se por meio de situações marcantes na busca de uma assistência integral e resolutiva. (BRASIL, 2000).
 
Sabendo que o SUS tem suas ações descentralizadas, cabe aos municípios a responsabilidade da atenção ao idoso no que se refere à promoção da saúde e a prevenção de doenças na terceira idade. (BRASIL, 2004). Diante desse contexto, observam-se escassas ações de saúde direcionadas aos idosos que dificultam o envelhecimento saudável e, assim, soma-se para elevar os mitos, os medos e os preconceitos que rodeiam essa faixa etária.
 
Fragmento extraído do curso do Curso de Enfermagem em Saúde do Idoso, do Portal Educação (http://www.portaleducacao.com.br/educacao/cursos/cursos_detalhes.asp?id=210)
 
 
PAES, Adriana A. Enfermagem em saúde do idoso. Disponível em: <http://www.portaleducacao.com.br/educacao/cursos/cursos_detalhes.asp?id=210>. Acesso em: 11 nov. 2008.*
 
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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