5 Causas freqüentes na alimentação
Um grande estresse físico ou emocional, sono demais ou de menos, mudanças bruscas de temperatura, álcool, perfume, jejum ou dieta rigorosa e períodos menstruais são alguns dos fatores, conhecidos como gatilhos, que podem desencadear uma crise. Entretanto, vários alimentos também podem ser a causa da dor. Os maiores vilões dessa história são: chocolates, embutidos, queijos amarelos, molhos vermelhos, frutas cítricas, glutamato monossódico, aspartame e bebidas alcoólicas, especialmente o vinho tinto. No entanto, a sensibilidade a esse ou àquele alimento varia de paciente para paciente: “Daí, a importância de se observar — inclusive anotar em um diário — tudo o que ocorre antes e durante uma crise para ser relatado ao médico. Uma simples observação pode ser a chave do sucesso para um tratamento correto”, avisa Célia.
6 Tratamentos eficazes
O tratamento vai depender da história clínica do paciente, da freqüência, intensidade e duração das crises. Entretanto, o alívio para a dor pode ocorrer de duas maneiras: tratando a crise propriamente dita com medicamentos da família dos triptanos, em forma de tabletes, para serem colocados embaixo da língua, que agem depois de cinco minutos; ou utilizando o tratamento preventivo, à base de medicamentos que evitam que a crise se instale de vez. Os medicamentos preventivos podem ser antidepressivos, anticonvulsivantes, anti-hipertensivos e para combater labirintite, entre outros. “Essas medicações são recomendadas em doses menores das utilizadas para tratar das doenças”, explica Célia.
7 Antes que ela Apareça
Cerca de 15% dos pacientes costumam ser “avisados” quando uma crise se anuncia por meio de um fenômeno neurológico conhecido como aura, manifestada em forma de alterações visuais. Quando aparece a aura, o paciente começa a enxergar manchas escuras ou pontos luminosos em sua frente. “A enxaqueca com aura é assustadora, principalmente na primeira vez que acontece. O paciente pode achar que está sofrendo um acidente vascular cerebral (derrame). Mesmo que já tenha passado por essa experiência, muitas vezes o paciente entra em pânico por medo de perder a visão e não retomá-la após a crise”, escreve Célia Roesler, junto com Edgard Raffaelli Jr. e R. da Silva Neto, no livro Dor de cabeça — um guia para entender as dores de cabeça e seus tratamentos (Prestígio Editorial).
Consultoria: célia roesler, neurologista, especialista em cefaliatria, membro titular da academia brasileira de neurologia e das sociedades brasileira e internacional de cefaléia e diretora da clínica de cefaléia e neurologia dr. edgard raffaelli (sp).
Fonte: UOL