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segunda-feira, 16 de junho de 2008 - 15:47

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Medicamentos de Manipulação: qualidade é a grande preocupação

por: Colunista Portal - Educação

Você ainda se lembra daquelas casas tradicionais que preparavam fórmulas simples de cremes e loções. Pois é, nos últimos anos, porém, esses estabelecimentos (hoje mais conhecidos como farmácias de manipulação) se transformaram. Atualmente, pode-se manipular praticamente qualquer medicamento e obter alternativas para vários problemas de saúde. Os remédios manipulados são feitos com a substância ativa presente nos medicamentos de marca. A diferença é que os produtos são desenvolvidos na própria farmácia, ou seja, não são elaborados em escala industrial.

Por isso, a principal orientação é verificar se a casa possui um farmacêutico no local. Deve-se exigir a presença de um farmacêutico quando houver dúvidas, já que ele pode informar se o remédio deve ou não ser tomado com leite ou se há riscos de a droga causar algum problema quando ingerida com outro medicamento. A presença do especialista é apenas um dos requisitos para saber se a farmácia é de confiança. Há outros pontos a observar, como a higiene do local e a oportunidade na entrega do medicamento.

É difícil se estimar o uso de medicamentos manipulados a partir das receitas ou do consumo da população, e que esse controle é feito a partir do que é vendido nas farmácias. O campo da manipulação só cresce no Brasil, cada vez mais a população passa a consumir tais medicamentos sem se preocupar com a qualidade deles. Para se ter uma idéia, em 1998, existiam apenas 2.100 farmácias de manipulação. Esse número mais que dobrou em quatro anos. Em 2002, estavam registradas 5.200 farmácias. O mesmo ocorreu com especialistas em manipulação, que nesse período passaram de 8.710 para 14.560 profissionais.  

As principais diferenças entre medicamentos industrializados e os manipulados são que os primeiros são produzidos em larga escala de produção e os manipulados em menor escala e de forma artesanal. Entre os fatores, destaca-se a questão do controle de qualidade, que é mais eficaz quando feito em produção de larga escala. Há também a necessidade de se controlar as matérias primas/princípios ativos das substâncias que são utilizadas. Entretanto, isso é fácil de se fazer nas indústrias, mas nem sempre é possível garantir a qualidade deles nas farmácias de manipulação.

Redação Portal Educação

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