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Parasitologia - Hymenolepis nana


1 de janeiro de 2008


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Por Marcela Dohms - UFPR

MORFOLOGIA

ADULTO: 3 a 4 cm, 100 a 200 proglotes, genitália feminina e masculina. Possui escólex com 4 ventosas e rostro com ganchos.

OVOS: Transparentes, membrana externa e interna, envolvendo a oncosfera. Parece "chapéu de mexicano, visto por cima".

LARVA: Possui escólex invaginado e envolvido por membrana.

É uma parasitose que ocorre principalmente em crianças de 8 a 12 anos. Está associada a imunidade e higiene, ocorre em pessoas com alto grau de promiscuidade. A pessoa pode carregar os ovos embaixo das unhas. É cosmopolita, ocorrendo com alta freqüencia nos estados do Sul. A H.nana não tem muita resistência no meio exterior. 

HABITAT

Intestino delgado, principalmente íleo e jejuno. Os ovos saem nas fezes e a larva cisticercóide pode ser encontrada nas vilosidades intestinais do homem ou na cavidade geral do inseto ( HI ). 

CICLO BIOLÓGICO

Tipo: Monoxênico e Heteroxênico

Hi: coleópteros - pulgas (princ. de rato) e carunchos de cereais Trebollium , Trebis

Monoxênico: Após ingestão pela homem dos ovos contidos nas fezes, há semidigestão dos embrióforos. O embrião hexacanto (oncosfera) é liberado no intestino, penetra nas vilosidades intestinais e forma a larva cisticercóide. Essa larva se fixa na mucosa intestinal pelo escólex. Isso pode estimular o sistema imune e ocorrer imunidade ativa específica.

Heteroxênico: Os ovos das fezes são ingeridos pelas larvas de insetos. No intestino do inseto, oo embrião hexacanto é liberado e se transforma em larvas cisticercóides. O homem ingere acidentalmente um coleóptero contendo larvas cisticercóides, podendo causar hiperinfecção, pois não forma imunidade e milhares de ovos podem ser liberados no intestino. As larvas então desenvaginam-se no intestino, se fixando à mucosa e transformando-se em vermes adultos.

Mecanismos de infecção: Auto-infecção externa, interna e heteroinfecção. O mecanismo mais frequente é a ingestão de ovos presentes nas mãos ou alimentos contaminados. Há poucas reinfecções, já que a larva cisticercóide confere forte imunidade ao hospedeiro, tendo se desenvolvido nas vilosidades intestinais. Quando há hiperinfecção pode haver auto-infecção interna, por retroperistaltismo o ovo é semidigerido pelo suco gástrico e penetra na mucosa do íleo liberando a larva cisticercóide. 

PATOGENIA e SINTOMATOLOGIA

Ação mecânica irritativa, devido às ventosas e estróbilo com acúleos. Tb ação espoliativa e tóxica. Ocorre prurido anal, nasal e cutâneo. Pode haver ataques epiláticos. Geralmente há dor no hipocôndrio direito, simulando apendicite. Pode haver diarréia e desinteria. É comum algumas pessoas não apresentarem sintomatologia ou regressão dos sintomas espontaneamente, por ação do sistema imune. DIAGNÓSTICO

CLÍNICO: Difícil.

LABORATORIAL: Pesquisa de ovos pelo método de Faust e colaboradores. E método de Hoffman, pous e Janer quando há poucos ovos, pesquisa de tênia, ascaris e esquistossomose.

obs: O exame parasitológico de fezes pode dar negativo, porque ainda tem parasitas mas os proglotes não se romperam. Por isso, deve-se repetir o exame depois de 2 semanas. 

PROFILAXIA

Higiene pessoal (lavar as mãos, cortar unhas), saneamento básico, uso de aspirador de pó, tratamento precoce dos doentes, cobrir alimentos das moscas, combate aos insetos de cereais (carunchos) e pulgas no ambiente doméstico. 

TRATAMENTO

Igual para Tênia. 

HYMENOLEPES DIMINUTA

Não possui rostro. É parasita de ratos e raramente do homem. O homem é parasita acidental, por ingerir a larva de insetos (pulga, coleópteros) ou os insetos. Geralmente, o parasitismo humano não leva a nenhuma alteração orgânica. O ciclo é heteroxênico.

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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