FRIZIUM
URBANIL
INDICAÇÕES
CLOBAZAM é um derivado benzodiazepínico e está indicado no tratamento da ansiedade em todas as suas formas, após a exclusão de causa orgânica, e da epilepsia do adulto e da criança, em associação ao tratamento anticonvulsivante de base. Sua meia-vida plasmática é de cerca de 20 horas, e a eliminação é essencialmente renal (90%). No insuficiente renal e na pessoa idosa, os parâmetros farmacocinéticos são pouco modificados. No insuficiente hepático, o metabolismo do produto é mais lento (a meia-vida é multiplicada por 2, e a concentração máxima por 1,5). A ligação a proteína é de 85-90%.
PRECAUÇÕES
Gerais: a ingestão de bebidas alcoólicas é formalmente desaconselhada durante o tratamento; em caso de utilização prolongada do produto, a suspensão deve ser progressiva, para evitar uma síndrome de privação; duração do tratamento ansiolítico: o tratamento não deve ser prolongado inutilmente, pois atualmente há poucos estudos que permitam avaliar a manutenção da eficácia em tratamentos de longo curso.
Miastenia: como ocorre com os outros benzodiazepínicos, a ingestão de CLOBAZAM só deve ser feita sob rigorosa vigilância médica, nestes casos. Depressão: antes de tratar um estado ansioso associado à instabilidade emocional, deve-se assegurar que o paciente não sofre de depressão que requeira tratamento específico ou complementar. Pessoas idosas. A prudência se impõe neste caso e deve se diminuir a posologia (ver Posologia). Insuficiência respiratória moderada: o risco de agravação da insuficiência respiratória impõe prudência e redução da posologia (ver Posologia). Insuficiência renal: a posologia diária e o ritmo de administração do medicamento devem ser adaptados (ver Posologia).
Insuficiência hepática: a posologia deve ser reduzida (ver Posologia). Uso durante a gravidez e o aleitamento: Gravidez: os estudos em animais não evidenciaram efeito teratogênico nem fetotóxico. No entanto, parece recomendável não utilizar CLOBAZAM durante o primeiro trimestre de gestação. Deve-se evitar a prescrição de doses elevadas no terceiro trimestre, devido ao risco de hipotonia e insuficiência respiratória no recém-nascido. Aleitamento: como o clobazam passa ao leite, sua utilização não é recomendada durante a amamentação.
Interações medicamentosas: ver o item Precauções. A tomada concomitante de cimetidina aumenta a taxa circulante do clobazam e seus metabólitos e prolonga a sua meia-vida. Neste caso, é conveniente adaptar a posologia de CLOBAZAM, se necessário. O risco de uma síndrome de privação é aumentado por associação de benzodiazepínicos prescritos como ansiolíticos ou hipnóticos. Uma potencialização dos efeitos sedativos em caso de associação com outros medicamentos que agem sobre o sistema nervoso central (hipnóticos, neurolépticos, tranquilizantes, opiáceos e aparentados) é possível, e é necessário prudência. Efeito sobre a capacidade de dirigir automóveis e operar máquinas: existe a possibilidade de sonolência diurna durante o tratamento.
EFEITOS COLATERAIS
Sintomas moderados, transitórios e que ocorrem em decorrência de dose diária elevada ou sensibilidade individual: sonolência, hipotonia muscular, amnésia anterograda (descrita essencialmente com os benzodiazepínicos injetáveis), sensação de embriagamento, fadiga, cefaleia, vertigens, constipação. Rash e prurido podem ocorrer, em decorrência de sensibilidade individual. Manifestações paradoxais (hiperexcitabilidade, ansiedade, alucinações), impondo a suspensão do tratamento. A suspensão brusca do tratamento com benzodiazepínicos pode levar a uma síndrome de privação, o qual pode ter como sintomas: alterações menores: irritabilidade, ansiedade, mialgias, tremores, insônia de rebote e pesadelos, náuseas, vômitos; excepcionalmente, alterações maiores: convulsões isoladas, estado de mal mioclônico com síndrome confusional, podem aparecer após alguns dias, e são geralmente precedidos por sintomas menores.
Superdosagem: os sinais de superdosagem são os mesmos que para os outros benzodiazepínicos (depressão cardiorrespiratória, alterações de consciência, e eventualmente coma, se houver absorção de álcool ou depressores do SNC). O emprego de um antídoto específico, como o flumazenil, associado ao tratamento sintomático, deve ser em meio hospitalar.
DOSES
Um total de 30mg por dia, divididos a cada 8 horas (10mg, 3 vezes por dia).
Fonte: Dr. Geraldo José Ballone (site PsiqWeb)*