Mais de 900 cursos online com certificado em diversas áreas

esqueci minha senha
Sala de aula
Confira o regulamento Promoção do Mês

Artigos de Farmácia


Taenia sp.


1 de janeiro de 2008


definir tamanho aA aA


Por: Marcela Dohms

 

CLASSE CESTODA

TAENIA SOLIUM E SAGINATA

 

CARACTERÍSTICAS E DIFERENÇAS

- Cabeça: órgão de fixação, com 4 ventosas e rostro. Só T. solium tem rostro (rostelo)

- Corpo: dividido em anéis (proglotes) jovens, maduros e grávidos

- Estróbilo: pescoço + proglotes

- Escólex: T. solium é globoso com rostelo

T. saginata é cubóide sem rostelo

- São hermafroditas, com ap. reprodutor masculino e feminino

- Proglotes grávidos: T. solium tem ramificaçào uterina do tipo dentrítica ou arborecente T. saginata tem ramificação dicotômica (mais regular)

- Número de ovos/anel: T. solium - 30000 T. saginata - 60000

- Apólise (saída dos proglotes grávidos): T. solium - passiva (sai com as fezes)

T. saginata - ativa (no intervalo das fezes)

- Hospedeiro intermediário: T. solium - suínos

T. saginata - bovinos

 

TENÍASE

HABITAT: Intestino delgado

CICLO BIOLÓGICO:

- Ingestão de carne do HI contaminada com cisticerco (larva)

- Entrada per os

- Desenvaginação do cisticerco no intestino delgado

- Fixação do escólex na parede intestinal

- Desenvolvimento da taenia. Depois de 2 meses eliminação de proglotes

- HI ingere ovos ou proglotes no ambiente

- Ovos vão para a circulação e músculos do HI

- Cisticercose animal

- Ingestão de carne do HI contaminada com cisticerco

PATOGENIA Ação

Mecânica traumática: pelos movimentos da Taenia

Espoliativa: absorve os nutrientes do ID por osmose no tegumento

Tóxica: metabólitos excretados pela Taenia

SINTOMATOLOGIA: Cólica, diarréia, bulimia e anorexia alternadas, emagrecimento

DIAGNÓSTICO

- Clínico: Muito difícil de ser feito, devido a semelhança das sintomatologias entre as parasitoses

- Laboratorial: 3 tipos

Tamisação: peneiração, coloca-se ac. acético (deixa transparente), observa ao MO. Evidencia as diferenças nas ramificações uterinas.

Anal swab ou Fita adesiva: coloca a fita na região perianal

Método de Hoffmann: exame de fezes

TRATAMENTO

É o mesmo para as duas classes. Mas infecções por T. solium pode haver auto - infecção e assim, riscos de cisticercose.

Medicamentos: Albendazol e Mebendazol

 

CISTICERCOSE HUMANA

CONTAMINAÇÃO: Ingestão de ovos de T. solium contidos nas fezes de pessoas contaminadas.

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: Áreas de criação de suínos e associadas a teníase

HABITAT: Olhos (46%), SNC (41%), tec. subcutâneo(6%), músculos (3,5%) e outros (3,2%)

MECANISMOS DE INFECÇÃO

- Heteroinfecção: Mais comum. Por ingestão de alimentos ou água contaminados por ovos de T. solium

- Autoinfecção externa: Mas raro. Por coprofagia ou maus hábitos de higiene

- Autoinfecção interna: Tb raro. Proglotes grávidos se rompem antes de serem eliminados (esfíncter anal) e retornam ao intestino delgado e estômago, penetrando na circulação.

OBS: No estômago, a casca é amolecida. ainda em forma de ovo, a taenia vai para o ID, onde o ovo é finalmente destruído e a larva liberada. Por movimentação a larva penetra na circulação intestinal. A larva(cisticerco) se adere ao seu tecido alvo e começa a crescer, ocorrendo calcificação após a sua morte.

PATOGENIA

Ação mecânica compressiva

Ação inflamatória

SINTOMATOLOGIA: vômito, cefaléia, rigidez na nuca, ataques epiléticos, demência

(quadro parecido com meningite)

CISTICERCOSE OCULAR: O cisticerco se instala na retina ou no humor vítreo. Pode levar a cegueira, por paralisia do n. oftálmico.

DIAGNÓSTICO DA NEUROCISTICERCOSE: Punção de LCR, tomografia e ressonância magnética

PROFILAXIA: Hábitos de higiene e saneamento básico.

Fonte: members.tripod.com

 

Some Rights Reserved

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

Comentários


Voltar para Farmácia

Escolha sua área do conhecimento