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29 de janeiro de 2011
O Committee on Safety Medicines (CSM) e o Medicine Control Agency (MCA) do Reino Unido, abordaram a segurança dos corticosteróides, no número de Maio do Current Problems in Pharmacovigilance.
Recomendações para terapêutica sistêmica:
Destinadas a reduzir o perigo da supressão do eixo adrenal:
- A administração deve ser feita durante o menor tempo possível e com doses mínimas possíveis.
- Devem ser administrados de manhã e em dias alternados.
- Não devem ser suspensos bruscamente sempre que a terapêutica tenha sido prolongada para mais de 3 semanas.
Supressão gradual versus brusca:
Até as 3 semanas de terapêutica pode ser adequada a supressão brusca dos corticosteróides, no entanto, na presença de uma situação de stress (infecção, traumatismo, cirurgia), que surja na 1º semana após a sua suspensão, a terapêutica sistêmica deve ser reinstituída.
Adiantam que se deve considerar a supressão gradual dos corticosteróides em doentes submetidos a uma terapêutica inferior a 3 semanas, sempre que:
- tenham sofrido vários cursos de terapêutica corticosteróide.
- tenham terminado (no ano anterior) uma terapêutica prolongada com corticosteróide.
- possuam outros fatores predisponentes para a insuficiência adrenal.
- tenham tomado doses elevadas de corticosteróides sistêmicos (>40mg/dl de prednisolona).
- tenham tomado repetidas doses ao fim do dia.
Efeitos sistêmicos pelos corticosteróides inalados:
O CSM e o MCA concluíram que podem ocorrer efeitos sistêmicos pelos corticosteróides inalados, em 5 aspectos principais:
- supressão adrenal;
- alterações na densidade óssea;
- atraso de crescimento, em crianças;
- cataratas;
- glaucoma.
Estes efeitos surgem, sobretudo, como resultado de terapêuticas prolongadas, embora haja uma variação de susceptibilidade entre doentes.
Recomenda-se que:
- sejam administradas doses mínimas eficazes.
- seja monitorizada a altura das crianças tratadas.
Segurança na gravidez e lactação:
Os 2 grupos concluíram que não há evidência de que os corticosteróides sistêmicos aumentem a indução de más formações congênitas. Alertam, contudo, para o fato de que a terapêutica prolongada ou repetida pode aumentar o risco de atraso no crescimento fetal.
Pode também ocorrer supressão adrenal no recém-nascido exposto in útero ao fármaco, embora constitua uma situação de fraco significado clínico.
Alertam também para o fato da prednisolona se eliminar fracamente através do leite materno e que doses inferiores a 40 mg/dl poucos efeitos secundários deverão induzir no lactente.
Fonte: Cedime informações - Publicações Farmácia Portuguesa - nº 49 set/out 98 p. 4 / Matéria: CRF/PR
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