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1 de janeiro de 2008
Práticas de saúde ou médicas são chamadas de "alternativas" quando são baseadas em princípios, métodos ou conhecimentos não testados, não tradicionais ou não científicos. A medicina "alternativa" é geralmente anticientífica e baseada em crenças metafísicas. Como as práticas médicas realmente "alternativas" deveriam ser aquelas reconhecidamente equivalentes ou quase equivalentes em eficiência, a maior parte da medicina "alternativa" não é realmente "alternativa". Quando a prática em questão é oferecida juntamente com a medicina tradicional, é chamada de medicina "complementar".
Estima-se que a medicina "alternativa" movimente negócios de US$ 15 bilhões por ano. Tradicionalmente, a maioria das empresas de planos de saúde não têm cobertura para medicina "alternativa", mas a American Western Life Insurance Company é uma representante típica de uma tendência crescente. Oferece uma rede de cerca de 300 conveniados na Califórnia, Arizona, Colorado, Novo México e Utah, especializados em acupuntura, aromaterapia, biofeedback, quiroprática, medicina herbal, massagem, naturopatia, reflexologia e ioga, entre outras. Alem dela, a Mutual Omaha Insurance Co. tem reembolsado clientes dos custos de uma terapia "alternativa" não-cirúrgica para doenças cardíacas. O Dr. Dean Ornish, especialista em medicina interna e diretor do Instituto de Pesquisas de Medicina Preventiva de Sausalito, desenvolveu a terapia que inclui uma dieta vegetariana, meditação e exercícios. A Mutual of Omaha antecipou-se em observar que não estava abrindo as portas para a cobertura de todas as formas de medicina "alternativa". Consideram que o tratamento do Dr. Ornish tenha comprovado ser eficaz.
O Escritório de Medicina Alternativa do Instituto Nacional de Saúde vem apoiando numerosos estudos de métodos não ortodoxos de cura, inclusive sobre o uso da cartilagem de tubarão para tratar o câncer, e sobre a eficácia do pólen de abelhas no tratamento de alergias. As terapias "alternativas" mais populares são as técnicas de relaxamento, a quiroprática, a medicina herbal e a massagem. Os praticantes de métodos alternativos fazem muito poucos estudos científicos. Na verdade, muitos desprezam a ciência em favor da metafísica, da fé e do pensamento mágico.
Por outro lado, muitos dos produtos questionáveis, alardeados como cura para todos os males ou para doenças graves como o câncer e doenças cardíacas são promovidos usando jargão científico ou com representação errônea ou falsificação de estudos científicos. Jodie Bernstein, diretora do Escritório de Proteção ao Consumidor da FTC, oferece a seguinte lista de sinais de charlatanismo:
** O produto é anunciado como um rápido e eficaz cura-tudo para uma ampla gama de doenças.
** As pessoas que o promovem usam termos como descoberta científica revolucionária, cura milagrosa, produto exclusivo, ingredientes secretos ou remédio antigo.
** O texto é escrito em "mediquês" - uma terminologia de aparência impressionante para disfarçar a falta de ciência de boa qualidade.
** Quem o promove alega que o governo, os médicos ou os cientistas estão conspirando para ocultar o produto do público.
** O anúncio apresenta casos não documentados, alegando resultados espetaculares.
** O produto é anunciado como disponível somente a partir de um único fornecedor.
A regra geral é "se parecer bom demais para ser verdade, provavelmente é isso mesmo."
Fonte: http://brazil.skepdic.com/saudealtern.html
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