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Regulação metabólica de fluxo sanguineo cerebral

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 1 de janeiro de 2008

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O fluxo sangüíneo cerebral médio em adultos jovens é de 54ml/100g/mm. O cérebro de um adulto médio pesa cerca de 1400g, de modo que o fluxo para o cérebro como um todo é de aproximadamente 756ml/min. o que corresponde a aproximadamente 14% do débito cardíaco e 18,5% do consumo de O2.

     A circulação cerebral é regulada de tal modo que geralmente o fluxo sangüíneo cerebral total se mantém constante em diferentes condições. Por exemplo, apesar de importantes modificações no padrão do fluxo, o fluxo sangüíneo cerebral total não aumenta quando há atividade mental intensa.

     Como na maioria de outras áreas, o fluxo sangüíneo cerebral é muito relacionado ao metabolismo do tecido cerebral. Pelo menos três fatores metabólicos distintos exercem potentes efeitos no controle do fluxo sangüíneo cerebral: CO2, H+ e O2.

      A elevação da concentração de CO2 no sangue arterial que perfunde o cérebro aumenta muito o fluxo sangüíneo cerebral.

      Acredita-se que o dióxido de carbono aumente o fluxo sangüíneo cerebral de forma quase total, por sua combinação inicial com a água para formar ácido carbônico, com sua subseqüente dissociação para formar íons hidrogênio.

      Os íons hidrogênio causam então vasodilatação dos vasos cerebrais, sendo a dilatação quase diretamente proporcional ao aumento da concentração de íons hidrogênio. Uma vez que, o meio ácido deprime muito a atividade neuronal esse mecanismo ajuda a manter um concentração constante de íons hidrogênios nos líquidos cerebrais, e portanto, ajuda a manter o nível normal da atividade neuronal.

      A utilização de oxigênio pelo tecido cerebral permanece sempre constante em torno de 3,5ml de O2 por 100g de tecido cerebral por minuto. Se o fluxo sangüíneo cerebral fica insuficiente e não pode fornecer essa quantidade necessária de O2, o mecanismo de deficiência de oxigênio para a produção de vasodilatação - por exemplo o relaxamento de esfíncter pré-capilar e de fibras de músculo liso ao redor da metarteríola - que funciona em praticamente todos os tecidos do corpo, causa vasodilatação imediata, restabelecendo o fluxo sangüíneo e o transporte de oxigênio para os tecidos cerebrais até níveis quase normais.

      Alterações no fluxo sangüíneo também são produzidos por outros metabólitos vasodilatadores como Potássio e a adenosina.

PAPEL DA PRESSÃO INTRACRANIANA NA REGULAÇÃO DO FLUXO SANGÜÍNEO CEREBRAL.

      Nos adultos, o cérebro, a medula espinhal e o líquido cefalorraquidiano estão acondicionados, juntamente com os vasos cerebrais, num envoltório ósseo rígido. Como o tecido cerebral (1400g) e o líquido cefalorraquidiano (75ml) são essencialmente incompreensíveis, o volume intracraniano de sangue (25ml) de líquido cefalorraquidiano e cérebro em qualquer dado momento deve ser relativamente constante. Mais importante, os vasos cerebrais são comprimidos sempre que a pressão intracraniana se eleva.

      Qualquer alteração na pressão venosa imediatamente causa alteração similar na pressão intracraniana. Assim, uma elevação na pressão venosa reduz o fluxo sangüíneo cerebral tanto pela redução da pressão efetiva de perfusão quanto pela compressão dos vasos cerebrais. Esse mecanismo ajuda a compensar as modificações da pressão arterial à nível de cabeça principalmente devido a atuação da gravidade.

       Quando a pressão intracraniana ultrapassa os 33mmHg por curto período, o fluxo sangüíneo cerebral diminui significamente e a pressão sangüínea se eleva. Dentro da faixa bastante ampla, a elevação da pressão sangüínea sistêmica é proporcional à elevação da pressão intracraniana, embora acabe sendo atingido um ponto em que a pressão intracraniana excede a pressão arterial e a circulação cerebral cessa.

A AUTO-REGULAÇÃO

      O fluxo cerebral é eficientemente auto-regulado, mesmo com uma variação sistêmica entre 80 e 180 mmHg não ocorre variação apreciável do fluxo sangüíneo cerebral, devido a ação de substâncias locais produzidas pelo endotélio como, peptídeos circulantes, a angiotensina II e nervos vasomotores. 

OS NERVOS VASOMOTORES E SENSITIVOS NA REGULAÇÃO DO FLUXO SANGÜÍNEO CEREBRAL.

       Foram descritas anteriormente a inervação dos grandes vasos cerebrais por nervos pós-ganglionares simpáticos e parassimpáticos e a inervação distal por nervos sensitivos. O papel destes nervos ainda não está bem definido, porém nas condições onde o mecanismo auto-regulador não consegue produzir compensação suficiente, o controle simpático do fluxo sangüíneo cerebral passa a ser muito importante. Por exemplo, quando a pressão arterial atinge um nível muito elevado durante o exercício extenuante e durante outros estudos de atividade circulatória excessiva, o sistema nervoso simpático contrai as artérias grandes e intermediárias, impedindo que as pressões muito elevadas atinjam os pequenos vasos sangüíneos. Isto é importante na prevenção de ocorrência de hemorragia vascular cerebral e ajuda proteger a barreira hematoencefálica da ruptura que de outra forma ela poderia sofrer.

Fonte: http://www.terravista.pt/bilene/6547/fluxocer.html

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