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1 de janeiro de 2008
A chamada escova progressiva, à qual um grande número de mulheres vêm aderindo, pode representar um risco para a saúde. A mistura que é aplicada no cabelo para alisá- lo possui em sua composição uma substância tóxica com potencial cancerígeno, o formaldeído, também conhecido como formol. A concentração de formol que é usada para a obtenção do alisamento é um mistério para o consumidor, pois seu preparo é feito de acordo com o tipo de cabelo.
É o que atesta a pesquisadora Silvana Rubano B.Turci, Chefe da Área de Vigilância de Câncer Ocupacional e Ambiental do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que chama a atenção para as publicações de quatro importantes instituições internacionais - a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), da Organização Mundial da Saúde, Agência de Proteção Ambiental (EPA/EUA), Associação Americana de Saúde e Segurança Ocupacional (OSHA/EUA) e Programa Nacional de Toxilogia dos EUA, que comprovam o fato.
A pesquisadora do INCA desaconselha o uso desse procedimento para tratamento ou alisamento de cabelos, o que pode causar danos principalmente aos profissionais que aplicam durante horas seguidas esse produto. Segundo ela, a exposição ao formol, somada a outros fatores de risco, pode aumentar a possibilidade para o desenvolvimento de câncer.
"A IARC classificou este composto como suspeito de ser carcinogênico - (grupo 2A), tumorogênica, teratrogênica - por produzir efeitos na reprodução para humanos. Em estudos experimentais, demonstrou ser cancerígeno para algumas espécies de animais, além de ser severo irritante para pele e olhos", explica Silvana, destacando que não existem níveis seguros de substâncias cancerígenas.
Por outro lado, ela afirma que o risco de câncer passa a ser secundário quando comparado ao de intoxicação aguda ou por inalação, que pode causar até edema pulmonar. O formol é tóxico quando ingerido, inalado ou quando entra em contato com a pele. A inalação do formol pode causar irritação nos olhos, nariz, mucosas e trato respiratório superior. Em altas concentrações pode causar bronquite, pneumonia ou laringite.Outros sintomas como proteinúria, acidose, hematemesis, hematúria, anúria, vertigem, coma e morte por falência respiratória também podem ser observados [031].
Ocasionalmente pode ocorrer diarréia (com possibilidade de sangue nas fezes), pele pálida, fria e úmida, além de sinais de choque como dificuldade de micção, convulsões, e estupor.
A ingestão também pode ocasionar inflamação e ulceração /coagulação com necrose na mucosa gastro-intestinal [151].
Também podem ser observadas lesões como corrosão no estômago e estrias esofágicas e colapso circulatório e nos rins após a ingestão. A inalação ou aspiração do produto pode provocar severas alterações pulmonares ao entrar em contato com o meio ácido estomacal [151]. Outras conseqüências são danos degenerativos no fígado, rins, coração e cérebro.[301, 455].
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