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Imunoterapia para tratamento de Câncer

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 1 de janeiro de 2008

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O tratamento do câncer que promove a estimulação do sistema imuno-lógico, por meio do uso de substâncias modificadoras da resposta biológica, é denominado imunoterapia. 

As reações imunológicas podem ser resultado da interação antígeno-anticorpo ou dos mecanismos envolvidos na imunidade mediada por células. 

A produção de anticorpos está relacionada com os linfócitos B, enquanto que a imunidade mediada por células se relaciona com os linfócitos T. Os monócitos e os macrófagos também são células efetoras de imunidade e facilitam a atividade dos linfócitos T e de modificadores da resposta biológica, como a interleucina. Mais de setenta atividades biológicas diferentes são mediadas por produtos de linfócitos, monócitos e macrófagos. Esses mediadores podem ser classificados como fatores auxiliares, supressores, reguladores do crescimento e citotóxicos. 

Há muito tempo se reconhece a relação entre competência imunológica e evolução favorável da doença maligna. Especificamente, a redução da atividade das células supressoras tem sido demonstrada em pacientes com câncer de ovário, neuroblastoma e carcinoma hepatocelular. Esta observação está mais relacionada à presença de doença avançada do que ao tipo histológico do tumor e também oferece as bases para a imunoterapia de pacientes com câncer, sob a hipótese de que a restauração da função imunológica pode levar a um melhor prognóstico do caso. 

Tipos de imunoterapia 

A imunoterapia é classificada em ativa e passiva, de acordo com as substâncias utilizadas e os seus mecanismos de ação. 

Na imunoterapia ativa, substâncias estimulantes e restauradoras da função imunológica (imunoterapia inespecífica) e as vacinas de células tumorais (imunoterapia específica) são administradas com a finalidade de intensificar a resistência ao crescimento tumoral. A imunoterapia específica pode ser autóloga ou heteróloga. 

Na imunoterapia passiva ou adotiva, anticorpos antitumorais ou células mononucleares exógenas são administradas, objetivando proporcionar capacidade imunológica de combate a doença. 
 

Tipo

Inunomoduladores

Ativa inespecífica

BCG e derivados
Levamisole
Isoprinosina
Corynebacterium parvum

Ativa específica

Vacinas e soros produzidos a partir de culturas de células tumorais coletadas do próprio paciente (imunoterapia autóloga) ou de outro paciente com neoplasia semelhante (imunoterapia heteróloga)

Passiva

Fator de transferência
Interferon
Interleucina-2
ARN-imune

Indicações da imunoterapia 

A imunoterapia ainda é um método experimental, devendo se aguardar resultados mais conclusivos sobre sua eficácia e aplicabilidade clínica. O quadro mostra alguns imunomediadores utilizados em estudos clínicos experimentais e os tumores em que são mais indicados. 

Inunomoduladores

Tumores

BCG*

Melanoma maligno
Câncer superficial de bexiga

Interferon

Leucemia de células cabeludas
Mieloma múltiplo, melanoma maligno
Linfomas malignos e outras leucemias

Interleucina-2

Melanoma maligno, sarcomas, carcinoma de cólons e reto, sarcoma de Kaposi do portador de Aids e adenocarcinoma de pulmão

Fator de necrose tumoral

Melanoma maligno

Anticorpos monoclonais

Melanoma maligno, neuroblastoma

Levamisole

Melanoma maligno e carcinoma intestinal

Corynebacterium parvum*

Câncer de pulmão, melanoma maligno

* Já testados, com eficácia terapêutica questionável, exceto no câncer superficial da bexiga. 

Fonte: Controle do Câncer: uma proposta de integração ensino-serviço. 2 ed. rev. atual. - Rio de Janeiro: Pro-Onco. 1993 

 

 

 

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