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Hipotireoidismo


1 de janeiro de 2008


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HIPOTIREOIDISMO
 

Sinônimos e Nomes populares

Diminuição de funcionamento da tireóide; falta de tireóide, tireóide cansada.
 
O que é?

Conjunto de sinais e sintomas decorrentes da diminuição dos hormônios da tireóide.

Como se desenvolve?
É um quadro clínico que ocorre pela falta dos hormônios da tireóide em decorrência de diversas doenças da tireóide.
No recém-nascido, as causas mais freqüentes envolvem:
-    A falta de formação da glândula tireóide (defeitos embrionários)
-    Defeitos hereditários das enzimas que sintetizam os hormônios
-    Doenças e medicamentos utilizados pela mãe que interferem no funcionamento da glândula da filho
Em adultos, a doença pode ser provocada por:
-    Doença auto-imune (tireoidite de Hashimoto)
-    Após cirurgia de retirada da tireóide por bócio nodular ou neoplasia
-    Por medicamentos que interferem na síntese e liberação dos hormônios da tireóide (amiodarona, lítio, iodo)
-    (mais raramente) por bócio endêmico decorrente de deficiência de iodo na alimentação

O que se sente?
No recém-nascido, ocorre:

-    Choro rouco
-    Hérnia umbilical
-    Constipação
-    Apatia
-    Diminuição de reflexos
-    Pele seca
-    Dificuldade de desenvolvimento
Se o paciente não receber tratamento adequado até a quarta semana de vida, pode ocorrer retardo mental severo, surdez, e retardo no desenvolvimento de peso e altura.

Na criança, a doença pode provocar déficit de crescimento associado à
:
-    Pele seca
-    Sonolência
-    Déficit de atenção
-    Constipação
-    Intolerância ao frio
-    Apatia

No adulto, os sintomas são de:
-    Intolerância ao frio
-    Sonolência, constipação
-    Inchumes nas extremidades e nas pálpebras
-    Diminuição de apetite
-    Pequeno ganho de peso
-    Fraqueza muscular
    Raciocínio lento
-    Depressão
-    Cabelos secos, quebradiços e de crescimento lento
-    Unhas secas, quebradiças e de crescimento lento
-    Queda das pálpebras
-    Queda de cabelos

A doença predomina no sexo feminino, no qual ocorre também irregularidade menstrual, incluindo a cessação das menstruações (amenorréia), infertilidade e galactorréia (aparecimento de leite nas mamas fora do período de gestação e puerpério).
Quando a doença tem causa auto-imune (tireoidite de Hashimoto) pode ocorrer vitiligo e associação com outras moléstias auto-imunes:

-    Endócrinas (diabetes mellitus, insuficiência adrenal, hipoparatireoidismo)
-    Sistêmicas (candidíase, hepatite auto-imune)


Como o médico faz o diagnóstico?

No recém-nascido, deve ser realizada a triagem neonatal através da dosagem de T4 ou TSH em papel filtro. Se essas dosagens forem alteradas, o exame deve ser confirmado com os mesmos procedimentos no sangue e, se alterados, iniciar de imediato o tratamento.

No adulto, o diagnóstico é estabelecido pelas dosagens de T4 e TSH, e se os mesmos estiverem alterados (T4 baixo e TSH elevado), deve ser buscada a causa do problema através da pesquisa de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO), antimicrossomais ou antitireoglobulina, que demonstrarão a causa auto-imune do distúrbio. Em pacientes com cirurgia prévia, além dos anticorpos, pode ser realizada também a pesquisa do resíduo de tecido tireóideo remanescente através da ultra-sonografia ou da cintilografia de tireóide. Deve ser também analisado o perfil lipídico do paciente, uma vez que ocorre severa dislipidemia associada ao estado de hipotireoidismo.
 
Como se trata?
O tratamento de todas as formas de hipotireoidismo é realizado com Tiroxina (T4) em doses calculadas de 1,6 a 2,2 microgramas por Kg de peso corporal no adulto e de 3 a 15 microgramas por kg de peso corporal, dependendo da idade do paciente. O controle do tratamento é realizado pela dosagem de TSH, que deve se manter sempre normal. Nos pacientes dislipidêmicos devem ser monitorizados também os níveis de colesterol e tri glicerídeos.
 
Como se previne?
Os casos que ocorrem após a cirurgia de retirada da tireóide por bócio nodular ou neoplasia podem ser prevenidos através de cirurgia adequada no momento em que a mesma é indicada para o tratamento de bócio. Nas demais situações podem ser realizadas um diagnóstico precoce, porém prevenção primária não é disponível.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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